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A Minha Sanzala: vagueio palavras de nada
recomeça o futuro sem esquecer o passado

10 de dezembro de 2012

vagueio palavras de nada

Vagueio palavras quando deveria estar a pastorear silêncios. Somos diferentes, e não digo que é só porque eu gosto do azul e tu dum verde canário ou amarelo camaleão, porque eu detesto cinema e tu adoras baladas, porque eu gosto do mar e tu da serra, mas também pelo sentir e pela falta de sentido nos todos significados. Precisas de atenção constante e para aí nunca estive virado, ou se calhar é o contrário e nunca dei por nada, precisas de complexidade e eu limito-me a coisas simples. Enfim, com estas coisas todas não há barca que não afunde. Resolvi abraçar a humanidade, sempre é mais simples, não tem um querer absoluto, não tem uma placa proibitiva que sinalize todas as minhas limitações e solidariamente me afunde no abismo do mim mesmo.
Vagueio palavras já sem medo que te zangues, amues, atires com o que estiver mais à mão ou ajudes a soprar os ventos contrários nas preces das alternativas igrejas.
Vagueio palavras porque são elas o sustento do nosso nada.


Sanzalando

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