Sigo a linha do Outono, debruada em tons de ouro sob seu fundo cinzento. Com voz firme, umas vezes, gaguejando outras, vou manipulando palavras, circunscrevendo ideias, abrilhantando conceitos, opulentando frases, engrandecendo conceitos, suposições, entendimentos, silêncios. Tanto as vou esticando que muitas vezes já não sei assimilar o que resta do meu corpo e sobra da minha alma.
Além de ser Outono é também o meu Outono, parte do meu Outono. Sei lá o que sei para além do que sou.

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