Faz frio que me dizem que é de Outono. Não preciso vê-lo, mas que o sinto isso sinto. Mas o que eu preciso de ver é mesmo esse de zulmarinho. É impossível evitar, como é impossível evitar de lhe andar mesmo que não lhe toque porque ele parece tem raiva e quer destruir tudo neste Outono. Mas mesmo assim ele me dá calma, uma calma que eu preciso, que me tire desta letargia, introspecção vazia de mim. Fui vê-lo e pareceu-me que ele ainda se recordava de mim. Tentei falar-lhe. Acho que nem eu me conseguia ouvir. O gelo do tempo congelou-me as palavras. Atirei-lhe um beijo. Replicou-me com gotas dum onda mais feroz.
A vida do zulmarinho também tem Outono.
A vida do zulmarinho também tem Outono.
Sanzalando

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