Inverno é qualquer coisa igual a frio gélido, dia cinzento clareado por um sol desligado, de resistências fundidas, sorrisos apagados nos rostos que tilintam as recordações péssimas da vida, caminhos sinuosos de lágrimas e desilusões. O Inverno é a história de todas as estórias, a lenda equivocada dum papel perdido na peça da vida. O Inverno parece o fim da estrada, a pele se seca, franze-se o sobrolho, o sorriso encerrado numa expiração fumegante.O Inverno trás-me à ideia que o amor romântico da verdade única, é pura ficção. Nessa certeza vou caminhando, deambulando em labirintos que se me escondem a saída como se fosse um carrossel da vida, subidas e descidas num desconto de tempo.
O Inverno é um encerrado provisório. Amanhã logo verei porque hoje estou preocupado em esconder-me do frio, do cinzento, da tristeza de acordar num dia triste.
Mas afinal de contas tu não sabes o que é o Inverno e mesmo que eu te explique, acabas por ficar só com a teoria e não sentes na pele todas estas verdades. Imaginar tudo isto saboreando o perfume da terra molhada, suar à sombra duma acácia, descansar sobre uma gasoarina.
Afinal de contas porque te falo eu de tanto Inverno?
O Inverno não é um labirinto eterno e logo mais encontrarei a saída!
Sanzalando
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