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A Minha Sanzala: Caixotes de sonhos
recomeça o futuro sem esquecer o passado

24 de setembro de 2009

Caixotes de sonhos


È dia como se fosse noite. Silêncio. Um vazio completo me rodeia que até parece eu sou ilha perdida no meio dum qualquer oceano. Enfim, está a quitude completa para eu ne deixar embalar no sonho de sonhar-te. Imagino-me a procurar uma tantas caixas de cartão, de dimensões aceitaveis, nem grandes nem pequenas, subjectivamente do tamanho ideal. Procuro esferovite ou aquele plástico de estalar de modo que consiga protejer o meu fragil coração. Ponho uns tantos saquitos de silica, uma ou outra tablete de chocolate, não lhe vá dar uns apetites, assim como quem não quer a coisa, deixo uns tantos desejos escritos nuns papeis estrategicamente desarrumados, mal embrulhado deixo cair um pouco da minha ingenuidade e absurdamente cai também uma lágrima.

Os sonhos não caducam mesmo que se sonhe tarde numa manhã quase cedo. Não têm efeitos secundários também. E com um outro retoque até parece que são sempre novos. Pelo menos os meus sonhos são assim.

Olha, numa das caixas vou arquivar as pequenas frustações, alguns medos, os ilimitados limites a que consigo ir. Noutra, bem mais pequena, ponho as coisas boas, os nomes poucos de gente boa.

Se alguém perguntar eu direi que são as caixas dos meus sonhos. Da pequenina à grande. Em conjunto fazem um conjunto de harmonia e desgarradamente são um chinfrim que ensurdece um surdo.

Um dia ou outro abro uma caixa. Ao acaso, por acaso e sem ter preocupações no caso. Todas as caixas são minhas e todas estão bem condicionadas.

São os meus sonhos encaixotados.


Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007