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A Minha Sanzala: inventar o futuro do passado
recomeça o futuro sem esquecer o passado

17 de março de 2010

inventar o futuro do passado

Deste livro poeirento só falam dos homens do mar. Mas eu não lhe abro para não estragar com as poieiras das novas coisas. Lhe leio apenas com a memória dos que me disseram que um dia alguém lhes contou o que não sei quem tinha lido. Para muitos, estar ali era estar no jardim proibido. Tinham medo das feras, que nunca tinham visto e passariam anos que nem lhe ouviram mas as estórias chegavam sempre bem apimentadas e com um refugado parecia feito a gosto de dar o desgosto de estar ali. Eram tantos barcos novos que haviam rumado da linha de cima que divide ao meio esta bola que parece foi inventado por um de tal Galileu num dia que deve ter respirado uns vapores que outros não gostaram e lhe deram um castigo que durou mais que muitos 100.

Mas se os barcos aguentaram tamanha aventura ainda haviam de provar que aguentavam mais uns tantos anos ali na apanha de peixe para secar e mais não sei que essa parte não me contaram e eu acho ainda não tinham inventado a farinha de peixe nem o oleo de fígado de bacalhau.

Mas uma coisa foi certa, me garantiram, todos estavam virados para o mar. Até as mulheres, mais não seja para verem quando é que eles voltavam e lhes preparar uma refeição quentinha que depois se havia de ver o resultado no povoamento.


Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007