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A Minha Sanzala: Silêncio do destino
recomeça o futuro sem esquecer o passado

5 de março de 2010

Silêncio do destino

Dizem que qualquer palavra pode ser reinterpretada por quem a escuta. Penso que com o silêncio se passa o mesmo, depende com quem se reparte. E os olhares? Até se consegue mover almas e receber sentimentos secundários.

Mas hoje, sem palavras, dirigi-me ao lugar onde repousa o destino. É, o destino está ali deitado, num vale verde e silencioso à espera que o seu real proprietário o vá buscar. É o destino do destino. Vasculhei, procurei, li rótulos, uns meio apagados por estarem ali tempo faz muito, e não descobri o meu. Tenho de lá voltar outro dia, assim num dia que tiver todo o tempo do mundo e depois, se o encontrar, só devo ter tempo para ver o destino que perdi. Mas em silêncio viverei o restante destino que sobrar. Vou chorar o destino que me esqueci de procurar mais cedo? Que culpa pode ter ele.

Por lá encontrei velhas lendas que também se esqueceram de ir buscar o destino e estavam destinadas a outros feitos que não aqueles que eu lhes conheci. Encontrei desilusões, atiradas para um canto como que jogadas fora quando o destino foi com o seu dono.

Em silêncio vasculhei, li, chorei e ao sair na promessa de voltar quando tiver outro tempo, pensei, que não sei se ganhei ou perdi, por não ter encontrado mais cedo o meu destino, sei que sofri, mas caramba, também fui feliz.


Sanzalando

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