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A Minha Sanzala: até já
recomeça o futuro sem esquecer o passado

8 de fevereiro de 2012

até já

Me sentei na gazela majestosa que parece é rainha da avenida. Eu cavaleiro de gazela de brincar anuncio ao mundo que tudo farei para que seja feliz em cada segundo da minha vida, grito eu como se visse dali o velho campo de futebol que fica na outra extremidade. 
Jovem, sandália de pneu, calças à boca de sino e se calhar com camisa de mil flores, cintada como manda o figurino, cavalgando de fingir a gazela de bronze, me torno lorde deste mundo e arredores. Hoje não brinco aos polícias e ladrões, não corro atrás do arco que mais não é que uma jante de bicicleta empurrada por um bocado de arame trabalhado num quatro torcido. Hoje sou lorde da avenida, rei dos meus sonhos e príncipe encantado de lugar algum.
Hoje não esqueço os amigos, deslembro inimigos que não tenho, e declaro que a minha mente vai entrar de férias, apagar lembranças pesadas, amar o tempo livre, soprar o vento e contra o vento, limpar recantos e polir esquinas.
Hoje, cavalgando uma gazela, declaro que encerro um capítulo.
Até já.



Sanzalando

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