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A Minha Sanzala: palavras
recomeça o futuro sem esquecer o passado

16 de outubro de 2009

palavras

Passo a palavra pelos meus lábios, que os sinto secos. Quase apetecia dizer que não servem para nada, nem para afogar mágoas, nem clarear trevas, nem para apagar dúvidas. São as mesmas palavras que descrevem as mesmas dores, angústias e que me atravessam o espaço como lanças directas a uma qualquer parte de mim. Há palavras que me vhegam ao coração, outras que dele partem, palavras soltas e acompanhadas, salgadas e doce, para todos os gostos e muitos desgostos. São estas as que uso para te mostrar o que me sonho para ti, as que me aquecem a alma e refrescam o coração. São palavras tantas vezes feitas lágrimas, outras tantas feitas gargalhadas de esperança num soluçar interior. Por vezes te digo as palavras que caminham descalças no meu interior deserto, escaldante, não só árido como também poeirento/nublado e sempre pouco claro. Te digo palavras sem sombra, vazias, inexistentes, carregadas de dor afogadas de riso. Apenas uso as palavras com que te quero acariciar, mostra-te o que de mim resta quando não me estás, o que amargamente choro e alegremente vivo. São palavras vulgares que se gastam no tempo até desaparecerem na memória do esquecimento.

São estas as palavras que a minha voz rouca te querem dizer, todas as coisas que te tenho para te dizer, todos os sentimentos que te tenho sentido.

Faz tempo que não tenho tempo para te dizer palavras de chuva, cheiro de terra molhada. Enfim, hoje não encontrei a palavras certa para te dizer.



Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007