9 de outubro de 2009

Eu, o luar e os meus sonhos que um dia sonharei

Me sento no meu canto e desato a sonhar que é lua cheia, ela está redonda, absolutamente redonda e reflecte-se nas ondas do meu zulmaringo como uma bola que chega a meus pés. Sonho que ela passa atraves dum vidro que não existe e que me separa do mundo exterior, esse mundo verdadeiro que não me deixa ser assim como aquele que eu gostava de ser. Ela inunda-me da sua luminosidade cinzenta clara, transformando os meus brancos cabelos num prateado brilhante de quem se penteou com a velha brilhantina, dando-me um ar de quem sonha com um amanhã que espera ser ainda hoje. Me imaginas?

Lhe olho como quem não vê mas deseja ardentemente abraçá-la e só espero um momento de luz verde, um sinal, um acenar e desataria num voo razante, à velocidade da luz, num evaporar de segundos, para seus braços.



Sanzalando
recomeça o futuro sem esquecer o passado