O Pescador de Lágrimas...
Vem Carlos... Tu também Paula... E tu Cristina. Venham vocês todos, Lena, Fernando, Mercedes, Reginalda, e todos os que se sentam nesta esplanada pelo simples prazer da amizade e da simplicidade das coisas boas. Dêem-me as vossas mãos e venham comigo. Deixem-me secar os olhos e venham comigo enterrar os pés na areia e sentir o aroma do zulmarinho. Cuidado onde pisam... Há muito lixo, principalmente cacos e latas e não convém dar arrelias profissionais ao mano-véio... Ele que venha só de puro gozo e vai esquecer maleitas alheias e pensar só no bikini azul.... Peçam aí no balcão para nos prepararem uma merenda e tragam a caixa térmica cheia de cerveja e gelo. Vamos sair de Luanda e andar para sul. Vou tentar partilhar convosco um pouco destes dois últimos anos do resto da minha vida. Sei que é tarefa difícil, e como já disse falta-me o talento dos eleitos para transformar esta prosa num relato merecedor da vossa atenção e fiel depositário dos meus arrepios. Mas vocês pediram e eu não tenho como negar. Vou-me esforçar...Desculpem-me se me embargar a voz e toldar o olhar... Acontece-me com frequência nestes dois anos e não sei como evitar. Sei que não é paludismo que esse já deu e foi. Sendo assim ponho os óculos escuros e dou umas tossidelas discretas que vocês nem reparam...Vou saltar uns meses (se quiserem volto depois ao início), porque tenho pressa de chegar ao nosso Namibe. Custou mas consegui Depois de um ano a correr Angola por estrada (Malange, Cambambe, Kapanda, Kalandula, Pungo Andongo, Quitexe, Huambo, Cela, Kibala, Bocoio, Sumbe, Porto Amboim, Lobito, Benguela, Ambriz, Piri, etc, etc,), ainda não tinha descido a sul do Cuio (perto do Dombe Grande,a sul de Benguela, a caminho da Lucira). Com algum jeito e manobras "maquiavélicas", lá consegui convencer o grande guia das picadas, o meu sobrinho e também sanzaleiro Truca-Truca, a partirmos após o Natal e passarmos o ano na minha (nossa) província. Ele condoeu-se dos meus argumentos e partimos para essa minha primeira visita a Moçâmedes, quase 30 anos depois de ter saído...(Para não me tornar maçador, interrompo agora o relato para o fim de semana. Volto na segunda.) MARzé
__________________Entre o Mar e o Deserto há gente.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca
Rádio Portimão
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