15 de outubro de 2007

sussurro

Por aqui me sento e acaricío as palavras com meus lábios de modo a que lhas ouças docemente.
Penso sentir-te mesmo sabendo que não nos voltamos a encontrar. Sei que fazes parte da sombra do meu ontem perseguindo-me no hoje e num calhar até amanhã. És assim mais ou menos uma luz crepuscular que me faz balançar na parede como uma sombra a preto e branco carregada de cinzentos.
Eu sei que ainda não é o ocaso da nossa união constantemente adiada, porque uma infinita parede foi construída de tempo, mas é um intervalo de carícias, uma brisa passageira, um horizonte de vistas mais alargadas.
Eu me sento aqui na esperança dum suspiro, num encadeado de letras soltas que te chegam como um murmúrio.

Sanzalando

1 comentário:

  1. "Lá" não estaria acontecendo o mesmo com esse alguém do passado tão presente?
    Se for assim, não haverá solução. Apenas o muro irá aumentar, mais nada irá acontecer. Pena!
    Murmurar talvez seja pouco e pode parecer indiferença.
    Acredite, o mapa e o barco, já estão prontos, só falta marcar a data. Faça isso antes que seja tarde demais para ambos.
    Dona Chata de Galocha

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recomeça o futuro sem esquecer o passado