Quase vejo que me doem os lugares que já não me existem ou de que apenas restam pinceladas descoradas na tela da imaginação. Quase sinto dor quando vejo lugares que quase o não são porque foram apagadas na geografia da memória e me regressam apenas como vento suave provocado pelo bater das asas dum anjo da saudade. Me dói o silêncio dos sons da adolescência com que rasgavam as avenidas e ruas da minha existência e a minha gargalhada se tornou muda em contraponto.
Me dói ter de procurar um lugar na minha memória onde possa repousar todos os momentos que ainda me saltam na alma.
Me dói ter de procurar um lugar na minha memória onde possa repousar todos os momentos que ainda me saltam na alma.
Sanzalando
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