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A Minha Sanzala: Carta à Lua
recomeça o futuro sem esquecer o passado

25 de julho de 2007

Carta à Lua

Nestas folhas de mar te escrevo esta carta que eu sei vais ler e lhe vais usar.

Lua, tu que és testemunha do meu amor diz-lhe só que eu preciso dela ao meu lado, em todo o lado. Diz-lhe por favor que me perdoe se alguma vez eu lhe errei, porque eu sou humano e cometo erros.
Porque ela me põe tantos travões e me causa tanta dor, se eu lhe trago dentro do meu coração em cada segundo do meu respirar?
Lua, diz-lhe se faz favor, que as minhas noites são noites destreladas, sem brilhos, noites escuras sem a luz dela.
Lua, diz-lhe ainda que me custa aguentar esta agonia, esta ausência, estas feridas que não cicatrizam e me matam num devagar de dor surda.
Lua, diz-lhe com a tua luz de poema, que sem ela eu sou um nada embrutecido de forma.
Lua fala-lhe de mim porque eu já vi que ela a mim não dá nem ouvidos quanto mais coração.


Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007