3 de julho de 2007

Transparente silêncio


Fico para aqui a olhar o meu silêncio através das palavras que já falei. Já as pintei de cores garridas, já as falei de cor cinzenta, já as disse com sabor a lágrimas, já as calei com textura agreste.
Hoje falo sem cor porque não sei que cor dar ao pedido que te faço para que não saias da minha alma, para que não deixes de ser o meu sangue.
Será que hoje as palavras são douradas como a areia do meu deserto, verdes como as cores do meu planalto, azuis como as cores do meu zulmarinho?
Não sei de que cor são as palavras que falo hoje, porque não sei que cor dar à suplica. Não devo dar cor escura porque quando me olhas, ou te vivo, me iluminas de luz clara, me transludes de sorriso.
Não sei que cor dar hoje porque não é um cinzento de saudade, não é cor de nuvem carregada de tempestade nostálgica, não é negro de medo de te perder para uma eternidade ilimitada de tempo.
Hoje falo-te de transparente silêncio.


Sanzalando

6 comentários:

  1. Viva Carlos:

    No meio dos teus "silêncios" ficam os desejos de que passes uma óptima semana.

    Um abraço,

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  2. ah!ah!... e, desejando que recebas muitas cartas :-), já te respondi lá no Estados Gerais.

    Abraço,

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  3. Um transparente silêncio que parece sussurrar, comunicar, expressar palavras de uma vida. Uma vida inteiramente vivida.
    Uma vida eternamente sonhada e pensada.
    Abraço e estima
    pena

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  4. Desculpe:
    Estou de novo aqui.
    Esqueci-me de lhe comunicar o novo endereço do meu blog. Algo se passou com o anterior. O novo mandei-lho para o seu E-Mail.
    Se entender pode actualizá-lo.
    Obrigado.
    Abraço
    pena

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  5. O silêncio dói mais que tudo...então, não pode ser transparente!
    Pelo contrário, ali estão contidos todos os sentimentos.
    É como uma paleta com todas as cores: as suaves, as fortes, as berrantes ...

    O silêncio é o nada. É o somatório de todas as cores que se anulam.

    Acho que o silêncio é branco!

    Hummmm!
    A cor da súplica? Deve ser cor-de-rosa.
    Tenho certeza!

    Um beijo.

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  6. Catumbela
    Encontrei Catumbela
    Fiquei com ela a falar
    Encontrei a própria vida
    Teus lábios grande e lindos
    Transformou o meu olhar

    Oh catumbela eu perdi o coracäo
    Ao ver tua pele negra
    Teus lábios grande e lindos
    Que conquistou meu coracäo
    Um sorriso com vida
    Transformou a noite em dia
    Dentro do meu coracäo

    Catumbela, deixa beijar
    Tua fonte täo mimosa
    Näo á cor mais bela
    És das negras uma rosa

    O teu olhar ciúmento
    Catumbela és minha alma
    Minha dor, meu sofrimento

    Catumbela, timida röla
    Amor perfeito, minha verbena
    Numca te posso esquecer
    Camtobela minha Camtobela
    Pois eu esto löuco por ti
    Numca te posso esquecer.

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