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A Minha Sanzala: Se fosse noite falava-te de estrelas
recomeça o futuro sem esquecer o passado

17 de julho de 2007

Se fosse noite falava-te de estrelas

Caminho devagar para me poderes acompanhar nestes delírios de palavras e silêncios, neste caminhar dentro de mim, andar à deriva na areia onde termina o zulmarinho.
Se fosse noite sentava-me a ouvir o marulhar e a contar as estrelas, sabendo que cada uma delas representa um sonho que sonhei, ver as que estão mais próximas e com esforço olhar para as que estão assim tão distantes que só com esforço lhes conseguia vr a cintilar lá no breu do céu.
Eu te podia falar da Cassiopeia, Ursas menor e maior, mas desconseguia mostrar-te o Cruzeiro do Sul.
Mas como é dia não tas posso mostrar que a imaginação não se projecta com tanta luminosidade esse universo que é meu, por isso não te falarei de estrelas, nem da esperança que tenho de lhes poder viajar, nem que seja apenas com o olhar por todas essas constelações. Não poderei viajar só por uma, tem mesmo de ser por todas essas que à noite se projectam nesse infinito tecto que me resguarda dos pesadelos e as segura na intensidade do meu sonho. Já sei que estás a pensar que nem todos os anos da minha vida, já vivida e por viver, eu conseguia visitá-las todas porque estão distantes umas das outras, mas seria impossível escolher só uma, mesmo que por nenhuma tenha viajado.
Mas como é dia nem com os olhos lhes posso caminhar e te contar as estórias que cada uma representa.
E neste momento lágrimas me caiem pela cara e nem para o ondular do zulmarinho consigo lhe olhar. Choro lágrimas negras de saudade de amanhã.

Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007