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A Minha Sanzala: Transparente silêncio
recomeça o futuro sem esquecer o passado

3 de julho de 2007

Transparente silêncio


Fico para aqui a olhar o meu silêncio através das palavras que já falei. Já as pintei de cores garridas, já as falei de cor cinzenta, já as disse com sabor a lágrimas, já as calei com textura agreste.
Hoje falo sem cor porque não sei que cor dar ao pedido que te faço para que não saias da minha alma, para que não deixes de ser o meu sangue.
Será que hoje as palavras são douradas como a areia do meu deserto, verdes como as cores do meu planalto, azuis como as cores do meu zulmarinho?
Não sei de que cor são as palavras que falo hoje, porque não sei que cor dar à suplica. Não devo dar cor escura porque quando me olhas, ou te vivo, me iluminas de luz clara, me transludes de sorriso.
Não sei que cor dar hoje porque não é um cinzento de saudade, não é cor de nuvem carregada de tempestade nostálgica, não é negro de medo de te perder para uma eternidade ilimitada de tempo.
Hoje falo-te de transparente silêncio.


Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007