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A Minha Sanzala: Delirante
recomeça o futuro sem esquecer o passado

30 de julho de 2011

Delirante

Me sento na areia da praia e com os olhos percorro-a toda. Nem um corpo onde possa parar os meus olhos e descansar o cérebro. Não há mentiras nem há mistérios. Cabeça arrumada mesmo que a alma se mantenha em turbulência. Fácil perceber a quem pertence o meu coração, quem me desarruma a alma e me tenta perturbar a cabeça. Vais dizer é o cacimbo e eu te respondo que é o sueste. Assim ficamos isolados, casmurrando silêncios, desarmado matérias sobre o certo e o errado, derrubando sentidos na tentação de sobrevivermos À distância, à imensidão de tempo que nos separa. Eu diria que era o amor absoluto e tu de olhos vendados me desconheces o perfume e a maneira de te amar. Um dia restar-me-à o epitáfio que porá fim ao livro que fiquei de escrever para além da memória.
Quem disse que eu precisava de brilhar enquanto tivesse lucidez?
Ninguém? Acho foste tu que mo disseste num dos meus sonhos.






Sanzalando

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