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A Minha Sanzala: já nada sei
recomeça o futuro sem esquecer o passado

2 de julho de 2011

já nada sei

Já não sei para que lado hei-de olhar, caminhar ou apenas pensar. Tenho vontade de estar contigo. Uma vontade enorme, assim daquelas que nem as palavras maiores chegam para descrever, assim duma forma que acaba por doer. Queria tanto poder dizer-te o tanto que acho tenho para te dizer, desde as pequenas coisas, miudezas, às grandes coisas, enormes feitos e coisas desimportantes de todo mas que fazem parte de mim.
Queria sentir o teu transpirar, o teu frio que me aquece a alma, apenas de lhe pensar. 
Queria ouvir-te, mesmo no silêncio escuro da noite sem luar. Queria respirar-te.
Sabes, acho que aprendi que às vezes mais vale um coração vazio que um coração partido, porém é só teoria. Me esforço, me banho em lágrimas de solidão e não consigo deixar-te, por um segundo que seja.
Quero-te tanto, mas num tanto que às vezes penso é loucura e outras vezes é medo de te ter magoado sem saber, sem querer, sem sentir.
Já não sei para onde hei-de olhar, caminhar ou simplesmente pensar.
Dentro do teu ego deves dar pulos de alegria a me ver assim num rastejar mental, embriagado pelo cacimbo da saudade, trôpego das lágrimas que me rastejam o olhar.
Um dia, faço uma bassula na vida, e vou ouvir-te, mesmo que não tenhas nada para me dizer.






Sanzalando

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