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A Minha Sanzala: a dor do tempo
recomeça o futuro sem esquecer o passado

28 de junho de 2012

a dor do tempo

Me sento na escadaria do Tribunal. Não, não estou à espera de ser preso nem de ver o carro dela fazer a curva contra curva e me olhar a olhar para ela.
Estou só aqui por que aqui está sombra e se mãe diz que este sol faz mal, eu hoje não estou para lhe contrariar.
Estou aqui mesmo sentado porque gosto de pensar no tempo e no como ele transforma a vida. 
Eu sei pouco das coisas. Eu não leio, não vagabundo por tertúlias e não me dou a discussões. Eu sei é o que é o tempo e o que são saudades. Mais nada interessante eu sei.
Das poucas coisas que vivi, tenho saudades.
E acho até já tenho saudade daquilo que ainda não vivi.
Posso ter saudade do que ainda não conheci? E do que esqueci? Eu tenho!
A saudade faz tudo ser possível. Até faz doer e se não faz a gente lhe inventa uma dor. Tem dias parece tem uma faca cravada no peito. 
Aprendi mais qualquer coisa enquanto sentado aqui na escadaria do Tribunal eu vagueava com tempo. Dor, Tempo e Saudade também ensinam: 
A dor diminui com o tempo para se tornar em saudade.

Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007