27 de setembro de 2007

equilibrista

Me sento aqui e transcrevo em sons as palavras que saem soltas e livres do pensamento. Não faço filtragens porque me libertei dessa prisão. Falo as palavras tal e qual elas são, tal e qual lhes imaginei. É, vais ver sou um anarquista pela negativa. Não gosto e lhe digo, não consigo e demonstro, não acredito e se nota. Mas assim eu acho que desmonto o presente e não construo o futuro. Na verdade nem sei o que isso é. No ontem já não posso tocar, no presente é o que se vê, no futuro fica a interrogação.
Mas hoje eu penso que a vida é assim percorrida como entre duas linhas, assim como as cordas dum equilibrista no palco dum circo. Damos os nossos passos sempre à procura do equilíbrio entre o que pensamos, o que sentimos, o que fazemos e o que nos deixam fazer. Nunca estas parcelas são assim coincidentes pelo que tal como esse do equilibrista precisamos de ter uma ajuda que nos dê a estabilidade. Muitas vezes não lhe encontramos, nem sempre lhe conseguimos.
Assim me sento por aqui e lhe procuro.

Sanzalando

3 comentários:

  1. Como eu te entendo! Só esqueceste de referir, que na vida o equilibrista trabalha sem rede mesmo!
    SJB

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  2. Voltei a ler-te. Não estava aqui e já voltei e, como dantes, gostei.

    Ainda não estou em dia.
    WF

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recomeça o futuro sem esquecer o passado