6 de setembro de 2007

reconstruindo o passado

Me sento na sorte de um acaso.

Recordo-me de construir castelos na areia das mil cores. É, quando ia passear na areia, esperar as mukandas que me chegavam desde lá do outro lado do início do zulmarinho, construía castelos de areia e depois fazia bolas de areia como que a me preparar para a brande batalha, que só ia existir na minha imaginação.

À volta do castelo construía sempre um muro com um túnel de acesso bem escondido, pois assim ficava mais protegido, pensava eu.

Ainda hoje brinco de castelos de areia, mesmo que não possa tocar na areia que fica de baixo do sol. Brinco quando encontro pessoas da minha memória, brinco quando estou na solidão da minha caminhada. Mesmo que não se consiga ver o castelo de areia construído numa praia qualquer, ele existe, mesmo que seja só na minha cabeça. Às vezes parece ruína destruída por uma onda mais atrevida e desmancha prazeres. Mas ele existe e acho vai existir sempre.

Mas acho que ele tem um muro mais forte a lhe rodear a toda a volta. Acho mesmo é a continuação do muro que comecei a lhe construir ainda eu tinha esperança de lhe encontrar o biquini azul a lhe mirar do alto do seu ar de autoridade.

Tantas vezes esse muro foi derrubado que cada vez eu lhe construí mais forte.

Me olhando por aqui, eu vejo que construí esse muro, sem dar conta, tão forte que ninguém mais lhe consegue atravessar. Com esse muro mesmo, eu me sinto mais protegido mas ao mesmo tempo eu me sinto assim mais como que sozinho. Vais ver, me esqueci de deixar uma porta onde possa entrar a companhia. Não lhe vou destruir assim num repente mas acho lhe vou fazer uma porta, mesmo que seja estreitinha.



Sanzalando

4 comentários:

  1. Precisa-se de projectistas de castelos que realizem projectos de beneficiação, recuperação, remodelação, ampliação de castelos existentes e realizem também novos projectos adaptados às novas tecnologias capazes de restaurar a alegria, o humor e a esperança.
    (um dia vem alguém e me despede de comentarista!!!!)
    SJB muitos

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  2. Boas lembranças.
    Puxa vida, só eu sei, quantos castelos de areia também construí
    Lembro que quando queria que neles tivesse uma entrada , usava o meu pé e começava a colocar areia po cima. Depois tirava o pé bem devagarinho, para que não desmoronasse.
    Nem sempre ficava muito bom, mas a brincadeira era também insistir até que ficasse bem direitinho.
    E ao redor enchia de torres feitas com a areia molhada, que mais pareciam sorvetes do que torres.
    Um beijo.

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  3. É, mas aceita minha sugestão e constroi, tb, uma janelinha! Nem que seja estreitinha, assim como a porta (questão de estética), pois ela deixará entrar uns raios de luz, de calor e quiçá uma andorinha aí poise todos os dias para te deixar um beijinho!
    Um beijinho de mil e três cores
    Anel

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  4. Há muros e mais desses; de nuvens e de aço, como os nervos de quem engole obrigado.
    Até àquele dia em que passa a tempestade de areia e o sol, desesconde-se.
    Um beijo e responde ao meu mail.
    ;-)

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