24 de junho de 2008

Eu, a noite e o zulmarinho


Parece acabo de ouvir a noite deixar cair o seu manto escuro sobre este mortal que te fala num segredo de silêncio. Parece mesmo o céu ficou escurecido por um pano que aqui e ali parece ter tufos de algodão dum algodoeiro vagabundo.
Assim num repente me vieste à memória e a luz dos teus olhos me pareceram assim como duas luas cheias fazendo dois carreiros de luz sobre a água do zulmarinho que agora mais parece um mar de luto.
Me arrepiei como num afastar de pensamentos menos felizes, me secou a boca duma sede insaciável.
Pensei em ti, me morri para ressuscitar num novo instante de alegria e ter esperança que quando amanhecer eu te vou ver assim num radioso dia de verão.


Sanzalando
recomeça o futuro sem esquecer o passado