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A Minha Sanzala: amor em pausa
recomeça o futuro sem esquecer o passado

21 de setembro de 2007

amor em pausa

Me sento por aqui como quem faz cara de pensador a pensar.
Me lembrei então que um dia eu queria escrever uma estória que podia ser um conto ou um romance. Escrevia, apagava e voltava a escrever. Uma eternidade de vezes, conto agora as vezes que o repeti. Pouco a pouco fui criando personagens, inventei situações. Parecia tudo tinha pernas para andar à velocidade da luz reduzida na capacidade dos meus dedos martelarem o teclado do computador.
Mas um dia, há sempre um dia para tudo, escrevia eu sem parar quando assim num repente tudo se esbranquiçou e parece que eu estava a pensar não com o cérebro mas com uma borracha. As ideias se tinham esfumado. Estava limpo. Liso como uma folha de alumínio cromado. Nem uma só passagem me vinha à mente. O romance, a estória de amor, o conto ou a novela, estava ali à minha frente em pausa sem que houvesse uma tecla para a fazer crescer como tantas vezes eu a tinha idealizado, mentalmente construído.
Pensei que era coisa de passagem. Parei e fui apanhar ar. Foi um ar que se deu.
Agora, cada vez que eu tento pensar longo, em grande, volta a acontecer o meu. Borrachei o meu cérebro, só pode. Vou fazer mais como então?
Entristeci como deves imaginar. A incapacidade de pensar longo deixou-me de mãos atadas.
É assim como que deixar um amor em pausa.


Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007