recomeça o futuro sem esquecer o passado

11 de junho de 2005

Uma birra mais

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Uma birra mais Hoje, 16:39
Forum: Conversas de Café
Ainda cheio de salitre, mermão, te peço que pagues mais uma birra. Hoje, mermão, entrei mesmo no zulmarinho, afastei-me 10 metros da areia. Fiquei 10 metros mais perto do início dele. De lá olhei para trás e fiquei a olhar para o lado de cá. Para o lado do fim do zulmarinho. Vi gente boa, gente menos boa e gente má. Tal qual deve ser lá no início do zulmarinho. Mermão, paga lá mais outra que eu hoje fiz exercício físico grande. Nadei para poder ver o lado de cá. Olhei a Esplanada com outro ângulo. Olhei com olhos de ver. Pensei. Te digo que nadar e pensar é exercício saudavel. Gostei do que vi, mas te digo que continua a apetecer nadar sempre mais para lá. Olhar para lá, de lá. Olhar e ver com o tacto de sentir mesmo.Mermão, espera aí por mim que te vou dar o abraço que tu mereces.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Meditação I

Em todos os nossos momentos, persistência e tolerância são coisas que devemos estimular. Devemo-nos lembrar de que tudo no mundo tem origem no esforço e na persistência. Nada importa que tipo de pessoa és – muito esperta ou muito estúpida, com pouca instrução ou socialmente inábil – contanto que tenhas essas qualidades de persistência e tolerância no teu pensamento, existirá sempre esperança para ti.
Quanto às pessoas que são muito espertas, sofisticadas, cultas e bem instruídas, se lhes faltar esforço e persistência, elas serão incapazes de obter sucesso nos seus objectivos nas suas finalidades.
Agora, quando o esforço e a persistência estão presentes, então a tolerância também terá que estar presente.
Porquê?
Porque quando aplicas esforço e persistência em relação a algo, inevitavelmente surgirão obstáculos no teu caminho. Se fores realmente persistente, esses obstáculos irão desaparecer, o que significa que também estiveste a utilizar a tolerância. Se tiveres esforço sem tolerância, não irás a lugar nenhum. Se tiveres persistência, significa que o teu esforço também tem tolerância. Devemos considerar que o esforço vem primeiro e a tolerância de seguida. Uma vez que essas qualidades estejam constantemente actuando em sincronia dentro de ti, então, não importa quão profundos ou distantes os teus objectivos estejam. É através do esforço e persistência que as pessoas obtêm a libertação do mundo e alcançam a felicidade. Esforço e persistência são as nossas raízes, ou a força que irá puxar-nos em direcção à felicidade.

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

9 de junho de 2005


O nascer do Sol em Luanda na madrugada de 7 de Junho. Posted by Hello
foto by Di

Olhando no perfil

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Olhando no perfil Hoje, 21:50
Forum: Conversas de Café
Me sento e te espero, mermão. Vou bebendo umas e outras, vou digerindo as leituras, não engulindo em seco, porque a geladinha as vai empurrando para não empaturrar e me dar uma coisa má. Enquanto te espero, mermão, vou vendo uns matacos. Te digo, mermão, que passa por aqui uma autêntica matacoteca. Tem de todas as formas e muitos feitios. Se não fosse a birra gelada, mermão, acho mesmo que estava já com os olhos fora da cara, assim pousados num do tipo prateleira.Mesmo melhor é continuar a beber e pôr a leitura em dia. Hoje não vou olhar pelo canto do olho. Te espero, mermão.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Olhos nos Olhos

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Olhos nos olhos 08-06-2005 23:27
Forum: Conversas de Café
Mermão, não é tarde nem é cedo. É simplesmente hora do tempo. Olhas aí no zulmarinho e vez um número não contável de vezes em que ele vai e vem. Toda a hora, todo o dia, todo tempo do mundo. Umas vezes com pressa outras que até irrita, tal é a calma. Assim, mermão, muitas birras depois ele ainda está aí. No lugar que é dele. Na posição que é dele, mesmo quando lhe aprisionam com paredes, pontões, torres de vigia, sei lá que mais. Ele está. Tal qual o amigo. Não vês mas ele está. Às vezes não podes olhar nos olhos dele porque ele está que parece que está a olhar para o lado, mas ele tem um cantinho que está a olhar para ou por ti.Mermão, tu és o meu zulmarinho, estejas tu onde estiveres.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

7 de junho de 2005


O rio, que vai dar no início do Zulmarinho Posted by Hello
foto by Calito

Hoje fiz um amigo

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Hoje fiz um amigo Hoje, 18:08
Forum: Conversas de Café
Mermão, sabes como sou. Aproveito o Sol mais que posso. Aproveito como que para carregar baterias. Uns minutos aqui outros ali. O Sol é a minha vida.
Aqui na Esplanada, de olhos no Zulmarinho, nariz na sua marzia, ouvidos na sua música, sinto o Sol possuir-me doce e alegremente. Num trago verto meia loira pela goela abaixo.Hoje estou feliz. Sei que é hábito. Pronto, mermão, hoje estou mais feliz ainda.
Se há dias te falava em nunca esquecer uma determinada fase da minha vida, embora sabendo que isso é impossível, porque há coisas que quero lembrar mas desconsigo completamente, hoje tive um dia do qual não me esquecerei. Não são apenas os dias que correm bem que nos ficam, e nos devem ficar, cimentados na memória. Mas, mermão, quando o dia nos corre mesmo bem, quando algo de bom acontece é com prazer que o recordamos e isso faz-nos, ainda que por momentos, felizes.
Sabes, mermão, é que hoje conheci pessoas. Talvez noutra ocasião isto não me marcasse tanto. Mas, depois de vermos e sabermos que há tanto ódio, ressentimento, sede de vingança, luta pelo poder, cinismo e tantas outras coisas nefastas e nada necessárias, constatar que existem pessoas, para além das que nos são já mais próximas, que gostam do seu semelhante e que te acolhem de braços abertos sem pensar que há sempre algo de maléfico por detrás de uma aproximação, deixa-me feliz.Vamos beber, mermão!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

6 de junho de 2005


Foz do Giraul. Vai um passeiozinho?
foto do Calito Posted by Hello

O fim de tarde

"Fio": Um café na Esplanada
carranca
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Ao Fim de tarde Hoje, 19:43
Forum: Conversas de Café
Fim de tarde. As notícias ouvidas na Rádio ou num corredor qualquer não são animadoras. Assim sendo, antes que os olhos me doam, é mesmo bom aproveitar todos os bocados e sentar-me na Esplanada, olhar o Zulmarinho, pensar e esperar.Aproveito e vou sempre bebericando a minha loira gelada, que não sendo tropical, ajuda-me na mesma a ver mais além da linha linha recta que é curva.Dou asas à imaginação, dou forças aos sonhos, carrego os planos com novas ideias, desenho novos contactos. Sempre inspirado no zulmarinho e seu perfume de marzia.Ao fim de tarde, olhando para além do que consigo ver, esqueço que muitos não têm onde ir, escondendo-se de si mesmo.Ao fim de tarde, saboreio o sonho temperado com o sal deste mar que nos liga.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

5 de junho de 2005


a Caminho do Verdadeiro Morro Maluco Posted by Hello

Vai um mergulhinho? Posted by Hello

A serra da Leba ontem com o Nevoeiro. Divina. Posted by Hello

P�r do Sol ontem no Cacuaco. Posted by Hello

Calor com birra gelada

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Calor com birra gelada Hoje, 20:57
Forum: Conversas de Café
Serenamente sentado na Esplanada, olho para o horizonte. Ali mesmo à mão de semear, mas sempre impossível de tocar. Entre mim e a linha recta que é curva separa-nos um tapete de água,hoje como quase sempre de azul mar, salgada, ondulante. Hoje calma, por vezes revolta querendo derrubar tudo e todos. Mas hoje serena, espraiando-se preguiçosamente na areia. Eu continuo sentado. Gotas de suor alagando-me. Olhos postos no lá, no que fica para lá da linha recta que é curva. Sonhei, naveguei. Preguilosamente eu fui abraçar o zulmarinho, automaticamente, porque o eu físico continuava sentado na Esplanada. Senti-o no corpo. Estava como a minha birra. Gelada!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

De madrugada

Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola. Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim

Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço, namoro sem amasso
Sou eu assim sem você
To louca pra te ver chegar
To louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço, retomar o pedaço
Que falta no meu coração

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo Porque? Pooooooorque?

Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada, queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo


Mais ou menos à mesma hora, escrevias a tua primeira mensagem num fio fora de horas, num fio de Tempo.
Eu, de barrete, máscaras e luvas, bata verde esterelizada, ao som de Adriana Calcanhoto, primeiro, que as seguintes não sei porque com a pulsação a chegar talvez aos 200, sei lá, não tinha tempo. A tensão era tanta que nem consciência tinha do meu corpo, aspirava cerca de 3 litros de sangue livre na cavidade abdominal. Estava em cima do arame, equilíbrio instavel. Tinha de ser rápido, prático e eficiente. Paradoxalmente estava sem tempo. Mas no fim, muitas gotas de suor depois, tive tempo.
Sorri.
Fundamentalmente, mais alguém, hoje pode sorrir também. Teve um Novo Dia.

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Acode-me a altas horas

Insinuações. Num claro escuro de letras. Um recado dado nas entrelinhas. Umas linhas cruzadas em palavras paralelas, cubos de gelo sob o calor tórrido. Maka, mujimbo, confusão. Textos reflexos involuntários, complexos. Dúbios por vezes e outras nem tanto.
Um pretexto só bastar-me-ia, no curvar da lógica, para me ir permitindo escrever tanto assim. Um argumento, o aliviador deste momento, interminável, nas razões do meu destino. Um desatino, quando de fora é visto, um tormento, quando de dentro é sentido. Uma carga extremamente alta, para um receptáculo tão pequeno, cuja única obrigação deveria ser; abrigar as mazelas do meu coração, amarguras e alegrias da alma. Uma coisa, a saber, de antemão, essa viagem pode ser muito longa, portanto, faço de conta, que tudo o que carrego comigo seja apenas ilusão. Sendo assim escrevo também na forma perfeita, porque na fantasia, visto-me nas altas horas desse meu caminhar.

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

3 de junho de 2005

Uma carta que não enviei

Fui á gaveta. Porto 1981. Terça feira depois do Domingo de Páscoa.
Finalmente consigo fazer o que tanto me pediste. Esquecer-te!
Sabes, mas continuo a pensar tanto em ti. Tanto nas coisas que me pediste para fazer e eu era incapaz. Era até incapaz de compreender o porquê de não conseguir. Isso continuo sem entender, mas acho que consigo fazer o que me pediste. Talvez ainda não da melhor forma, mas de uma forma que se aperfeiçoa a cada dia que passa.
Às vezes penso: o que acontece se eu precisar de ti? Não posso ter-te, eu sei. Sabia disso quando deixei as coisas evoluir para este lado. Mas deixámos evoluir para o lado negatvo porque assim teve de ser. Foi inevitável. E, sabes que mais? Não me arrependo nada. Nada mesmo. Porque gosto tanto de ti que me é impossível toda esta distância exigida pela nossas opções. Sei que também é impossível para ti, não porque mo tenhas dito. Vi-te nos olhos.
Mas e se precisar? Custa-me imenso pensar nessa possibilidade. Eu sei o que me dirás.
- não vais precisar.
E se precisar?
...2005, não foi preciso! Ou será que ainda precisarei de ti?
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Café na Esplanda - como novo

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Agora como novo Hoje, 20:54
Forum: Conversas de Café
Tudo isto é novo, agora. Não renego o passado, nada do que fiz, do que ficou por fazer, do sorriso que não dei, da gargalhada que forcei, dos textos que não escrevi, dos que apaguei sem os ter dado à luz.
É novo porque entrei no ano II. Continuarei a beber? Se assim me apetecer!
Dialogarei, monologarei conforme o lado que estiver virado.
Sonharei? Sempre!
Quando olho o horizonte, a célebre linha recta que afinal é curva, procuro um resto de mim. Não está lá. Não sei se fugi, se morri ou se me matei.
Não, não foi suicídio. Certo, certo, é que me matei mesmo nos segudos que escrevi, já que matei uns segundos da minha vida. E não é que me matei com prazer?
Não sei se tenho saudades ou se tenho memórias. Não posso voltar atrás, eu sei. Dei um passo em frente. Um... dois... três... perdi-lhes a conta. Desapareci. É tão definitivo e tão assustador. É bom?... dizem que sim.
Mas a verdade é que morto, fugido, desaparecido, aqui estou.
Ano II, como novo, mantendo-me sempre o eu que sou, desesperadamente procurado por mim.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

2 de Junho - Aniversário do Café na Esplanada

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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AniversÁrio 02-06-2005 16:14
Forum: Conversas de Café
Das longas tardes que aqui passava, aos passeios nocturnos com que agora me presenteio, o zulmarinho continua a ser um dos meus refúgios.
O longo passeio, o suave desfazer das ondas no paredão da Esplanada, o vento que me leva sempre os olhos às lágrimas, o cheiro único da marzia que vem desde lá do início dele.
Definitivamente:as melhores coisas são de graça. Amo-vos
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

1 de junho de 2005


O P�r-do-sol em Luanda hoje Posted by Hello

Prisões 57 - Idosos e força laboral

Há outro factor a ter em conta: os idosos de hoje são mais jovens que antes. A alimentação e a qualidade de vida fazem com que se alcancem idades mais avançadas com a capacidade produtiva intacta.
Penso que, com mudanças de mentalidades, que até nem serão grandes revoluções, os Reformados, mantendo a sua capacidade produtiva intacta, sendo-lhes dado as condições necessárias, tornem-se empresários, planeando projectos laborais ou empresariais criativos, acabando por enriquecer a sua própria vida e toda a sociedade em volta.
Para os trabalhadores, de outrora, que não tiveram formação, porque não souberam ou não tiveram oportunidades, a sua experiência laboral foi alienante e degradante, sabemos que a sua reforma é vista como uma libertação, um passo para o paraíso do ócio ininterrupto.
Sabemos que os trabalhadores de hoje, vivendo num mundo de progresso e de grandes tecnologias, desfrutam de altos níveis de formação, educação e cultura, pelo que têm uma visão mais positiva do trabalho e da actividade empresarial, pelo que é de crer que num futuro próximo a minha posição seja corrente.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Eu quero ser criança, hoje, amanhã e sempre, porque tenho a Esperança de ver os sorrisos verdadeiros nas caras que olhar, ouvir as palávras certas quando as ouvir. Eu quero ser criança porque a vida mesmo que tenha os cem anos é curta para se crescer. Simplesmente quero ser criança sempre!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Uma birra por abrir

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Uma birra por abrir Hoje, 20:41
Forum: Conversas de Café
Vamos, mermão, manda lá vir as birras para a gente botar na goela enquanto fala só por falar. Bem sabes, mermão, que entre nós a gente mesmo que não diga nada, os nossos olhos nos dizem tudo. Manda vir mas não esquece de que uma é sem abrir. Verdade, mermão, vamos deixar ela aqui na mesa, aquecer na torreira do sol, salgar a garrafa com as lágrimas soltas do zulmarinho, para quem entrar assim como quem não quer a coisa mas só para sair na revista social. Tu sabes, mermão, que não é por mal, quando não dá não dá e La Palice lho havia dito. Conta, mermão, novas da serra, da areia do deserto, do mato e da cidade. Não vai ser preciso pedir ao Almeida Garret para escrever. Conta mesmo só com as tuas palavras, essas letras que te saiem da alma, livres e soltas que eu bem te entendo.Manda só vir mais uma rodada. Não esquece de pedir mais uma sem abrir. Depois, mermão, a gente mete na geleira e volta mais tarde para emborcar. Até lá, mermão, vamos falando das coisas da vida que é a vida ela propriamente dita.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca