Posted by Abdalmajid Askari on Sábado, 28 de Fevereiro de 2015
Rádio Portimão
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Conversas à Mesa
PERTINÊNCIAS - um Programa de Rádio
- Pertinências 1 - Carlos Osório - Roblocks e os seus caminhos
- Pertinências 2 - Diagnóstico Dual - GRATO
- Pertinências 3 - "A Mulher (e as mulheres) segundo Fernando Pessoa"
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- Perinências 5 - Prof. Carlos Fiolhais
- Pertinências 6 - Escritores algarvios
- Pertinências 7 - Equipes de Rua - GRATO
- Pertinências 8 - Rastreio e Prevenção do cancro do colon e recto
- PERTINÊNCIAS 9 - Enredados nas Palavras - Dulce Maria Cardoso
- PERTINÊNCIAS 10 - H(á) Mercado - Brasa Doirada
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- PERTINÊNCIAS 13 - Por Dentro do CHEGA
- Pertinências 14 - Epicuro e Epicurismo Por Gabriela Baião
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- Pertinèncias 27 - O que é o Fado? e Há Fado na Lota (1)
- Pertinências 28 - 2ª noite de Há Fado na Lota
- Pertinências 29 - 3º noite de Há fado na Lota
- Pertinências 30 - 4ª noite de há fado na lota
- Pertinências 31 - 5ª noite de Há Fado na Lota
31 de agosto de 2015
Le coeur c'est un metronome
29 de agosto de 2015
delírio numa tarde de verão
Assim descalço sigo caminho rente ao mar. Ouço o marulhar e me lembro das vozes dos anteriores aos antepassados me contar estórias que eu não sei eram verdadeiras ou apenas delírio dos tempos mortos. Sei assim num fugazmente que se eu me calar eu vou morrer sufocado nas palavras que calei. Por isso agora vim ao mar gritar todas as vozes que ouço das palavras que um dia direi.
Delírio, pensam.
Loucura, imaginam.
Vertigem de vapores alcoólicos, sussurram.
Apenas palavras. Exercito letras, parágrafos e concluo ideias. São escritos de verão, dum tempo que não dá tempo para parar e pensar. Ouve-se e anda-se num embora para a frente que o tempo não pára.
Afinal de contas as palavras não acabam.
Sanzalando
28 de agosto de 2015
animação
Wonderful art video ....
Posted by Abdalmajid Askari on Sábado, 7 de Fevereiro de 2015
21 de agosto de 2015
vou atirar-me ao mar
Passo a passo sigo em direcção ao mar. Contra o vento porque ele hoje vem de sul. Quente como quem me trás notícias. Sorriu enquanto caminho. Brilham-se-me os olhos enquanto saboreio o perfume de sabor a mar.
Desde pequeno aprendi a desfrutar de coisas simples, impossíveis de comprar e não entendia como havia quem não me entendesse.
Passo a passo, simples, tenho dias que gostava de ser diferente. Mas é impossível. Estou amarrado ao meu carácter.
Se às vezes até o céu chora em forma de trovoada porque não posso eu continuar a ter um simples choro de silêncio.
Passo a passo vou atirar-me ao mar, sorrindo.
Sanzalando
19 de agosto de 2015
saudade de letras
Às vezes tem vezes parece eu tirei férias de mim, assim num banho de preguiça, num carregado de vontade de faz nada, num dormir acordado parece é sonambulismo agudo que até parece eu não sei onde estou, me deito ou acordo. Tem dias guardei as letras, as palavras, acentos e parágrafos num saco e fui a banhos de sol numa vertigem de vontade.
Mas depois há um acordar lento, se calhar pausado, com uma vontade de debitar parece é doença, numa vontade de dizer que parece as estrelas brilham é para mim e que a brisa que às vezes sopra por cima dos meus cabelos trás um perfume que é igual que nem o teu e aí bota a saudade de te dizer: gosti, pá.
Às vezes tem vezes eu sinto saudade das palavras.
Sanzalando
13 de agosto de 2015
Wedding ring
WEDDING RINGFilm - Tangled Ever AfterFunny Video
Posted by Thimuthu Darshana Rathnayaka on Quarta-feira, 5 de Agosto de 2015
True Love Last Forever
REMEMBER WHENTrue Love Last Forever[ The love story felt the love in thousands of people' s hearts.This video will teach you about true love ]
Posted by Thimuthu Darshana Rathnayaka on Terça-feira, 30 de Junho de 2015
9 de agosto de 2015
faz tempo dei-me louco mas cheguei a tempo
Faz tempo decidi poupar nas palavras e amar de coração, sendo que uma das razões foi o medo. É que tenho medo que a força deste medo me impeça de ver o que desejo, que a morte desaparecida do que acredito me tape ouvidos e boca e eu não consiga dizer amor com o sentimento marcado em cada letra.
Faz tempo decidi poupar palavras porque metade de mim é o que eu grito e outra metade é silêncio que calo.
Faz tempo decidi ouvir a música, ao mesmo tempo que deixei de a inventar, cansado de a inventar triste.
Faz tempo que metade é o que ouço e outra metade é o que calo.
Faz tempo que eu desejo ter tempo para não sentir a solidão, que a vontade se me torne calma, que a solidão me traga sossego e que um teu sorriso me preencha a outra metade calada.
Faz tempo que eu desejo que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor e as outras metades são ficção para plateias anonimas que fazem florescer as pontes duma qualquer existência.
Faz tempo eu teria querido falar de futebol, de sexo e de cor mas deixei a minha loucura abrigar-se num canto de ti.
Faz tempo eu decidi fazer as minhas escolhas e se eu errar, acredita, foi por uma escolha que fiz, não tua, coração
31 de julho de 2015
Acaso por acaso
Afinal no ermitario acontecem coisas. Cai cacimbo no meio do calor parece é spray que alguém usou noutas galáxias. Repentemente vem, de fato com gravata, um secretario de estado do turismo dizer olá simpático porém mais rapido que super homem num filme que vi em preto e branco. Noutro momento as palavras não saem para o papel porque sim ou porque não.
Já sei que tudo foi força da meditação ou simplesmente acasos do por acaso.
Sanzalando
28 de julho de 2015
Ermitario
Marquei na paisagem que era tempo de cacimbo mesmo que aqui, onde estou no faz de conta, não cacimbe nesta altura. Tomei o quebra jejum que antes eu chamava matabicho, mas hoje eu sei que bicho nao deve morrer só assim todas as manhãs so para eu ser feliz. Pão cozido, nunca percebi se é feito no forno não é assado, em forno de lenha, que até manteiga escorrega parece faca quente no gelo, um café de saco que até parece tem colher se segura em pé.
Enfim, eu no ermitario com os meus pensamentos e as minhas imagens de memória, fugido do boliço da cidade grande, das vidas corridas tantas vezes contra marés, dos sonhos feitos pesadelos, troco palavras com sossego e silencio pelo caraquejar das galinhas que resolveram me serenatar desde madrugada.
Eu, ermita de mim, corro tanta que dou comigo atras de mim a escrever as palavras que não sei vão chegar ao outro lado dum mundo que ansiosamente um dia espera por mim, assim como que sentado no vazio do esquecimento.
eu aqui, ermita, levito todos os nomes de quem um dia, pelo menos, foi meu amigo.
Sanzalando
27 de julho de 2015
Conterra eu estou num aqui
Um dia eu disse na conterra que vou comprar esse morro, vou ficar sem televisão, sem ruído do mundo e vou ermitar-me. Não falei mentira nem disse toda a verdade. Conterra me entendeu e disse um que sim que me convenceu.
Pois não é que hoje estou no morro, sem televisão, sem telemóvel (MAS COM UM TABLET) a escrever as letras que me saltam na memória, as frases que um dia poderão ter sentido ou, como diria meu amigo Cipriano, proibidas não serão ao certo. Troco palavras com silêncio, chilrear por folhas batidas pelos ventos que não sei de onde sopram, tantas as voltas que já dei. Aqui, batido pelo horizonte, sem maresia e sem roncos ensurdecedor de carros, troco tranquilidade com sabedoria das folhas que folheio dos livros adiados, com reflexões de alma e coração.
Sei que não molho os pés no zulmarinho, não me embalo nas ondas dele para caminhar para sul. Aqui estou eu, simples feito gente de quase nada valer.
Aqui estou , conterra, no ermitario a sonhar acordado.
Sanzalando
Sei que não molho os pés no zulmarinho, não me embalo nas ondas dele para caminhar para sul. Aqui estou eu, simples feito gente de quase nada valer.
Aqui estou , conterra, no ermitario a sonhar acordado.
Sanzalando
24 de julho de 2015
olha eu
Olha o mar empurrado pelo vento, fazendo cordeirinhos pastando nele, marulhando sem ondas de meter medo. Olha o mar ou me olha a olhar o mar. Sabes, coração, eu não sei viver tristeza sem nome, decepção sem remetente, vingança sem cedilha. Nem rápido nem devagar. A vida tem o ritmo dela e eu me deixo ir assim num vai assim que vais bem. Sabes amor, às vezes eu tenho defeito, tenho génio ou mau feitio. É a vida, me dizem. Sabes eu já fui feio. Me dizem os amigos.
Mas contigo, a olhar o mar ou a olhar-te, coração, eu vou saboreando as pequenas doses de felicidade que vão chovendo no meu dia a dia.
Mas sabes, amor, nada disso me agita ou me amedronta, nada disso me faz ser deus ou demónio, doido ou sério, abstracto ou real.
Olha o mar e me gosta assim tal qual eu sou que nem eu.
Sanzalando
22 de julho de 2015
Me sentei apenas para ouvir o silêncio
Me sentei, pés no mar, só num assim de ouvir o meu silêncio, o meu sangue a correr nas veias, o vento a varrer pensamentos e o marulhar a apagar as dores de passado e futuro.
Me sentei num assim faz tempo não tinha tempo para me ouvir calado num contrabando de ideias, presentes, ausentes e remanescentes.
Me sentei, pés no mar, ouvindo-me zumbis de cicatrização, as verdades de futuro, partes de mim.
Me sentei apenas para ouvir o silêncio.
Sanzalando
20 de julho de 2015
Desejos de amigo
Me disseram bom dia, ao mesmo tempo me diziam era dia do amigo. Sorri.
Eu sempre digo bom dia, Vício, hábito ou simples cortesia. Educação, diria a minha mãe.
Hoje então aproveito e te peço se eu passar por algum dos teus pensamentos, aproveita e diz-me bom dia ao mesmo tempo que me abraçares.
Hoje farei isso por todos os meus amigos, assim eu tenha pensamentos.
Sanzalando
8 de julho de 2015
poesia à vida
Olha para mim a passear o corpo pelo mar. Salgadamente sorrindo em cada passo, num perpétuo movimento de procurar a felicidade. Olha para mim a escrever palavras no pensamento. Não. Não me apetece chorar. Não tenho lágrimas para desperdiçar, apenas palavras para me sorrir, frases para me transcrever ou parágrafos para me retratar.
Olha para mim a passear no meu labirinto de palavras, subterrando o meu túnel de tristeza, rebolando as minhas lamentações para recantos de pontuações mal feitas.
Olha para mim a fazer poesia à vida.
Sanzalando
1 de julho de 2015
TCHI campeão
TCHI campeão... faz tempo não me ouvia. Silêncio de palavras escritas na fala duma preguiça.
De verdade que ser feliz é uma responsabilidade assim como que grande ser ter tamanho como referência. Tás-me a acompanhar? Pouca gente tem coragem para ser feliz. Eu também tenho medo , mas tenho coragem. Tás a ver os meus músculos mentais a fazer um esforço de coragem? Eu sinto assim uma angustia, um susto. Mas estou vivo e feliz. O mundo me atormenta, os instintos me subterram, as leis me limitam, os olhares me violentam. Mas não sofro da vertigem de ser feliz. Sou-o. Cabelos brancos? Sim e depois?
O que me assusta mesmo é ver as entranhas das almas dos outros. Os espíritos cinzentos, os abismos amordaçados dos mentecaptos.
TCHI campeão... faz tempo sou feliz e não deito palavras para fora com medo de as gastar num vácuo de orelhas moucas.
Sanzalando
24 de junho de 2015
gastei o tempo de hoje
Tem tempo que faz tempo que o tempo não é gasto em gastar palavras. A memória das estórias passadas, acontecidas ou inventadas está cá. As palavras para as contar estão cá. O que não está é o tempo. Paciência. Essa também não. É que com o tempo que o tempo faz não me apetece gastar em palavras com palavras que nada contam.
O corpo físico anda por aqui. Espreita, sorri ou não, vai embora com o silêncio com que aqui entrou.
Não zanguei nem me zangaram. Não me aborreci, nem me aborreceram. Não mudei nem uma vírgula de quem era.
Às vezes o silêncio sabe tão bem... Guardo os pensamentos para amanhã porque um dia eu vou ter tempo para gastar o tempo em palavras que ainda devo saber de cor.
Pronto, gastei o tempo de hoje...
Sanzalando
20 de junho de 2015
vagabundo palavreado
Passeio na praia e tropecei no teu sorriso. Foi aqui que descobri que há finais felizes e outros que são finais necessários. Tropeçado no teu sorriso eu chego a brilhante conclusão, imagina que eu fico preso no teu abraço?
Na verdade eu pensando em ti fico tão criativo que não tendo nada para fazer eu problemas invento.
Já tropecei no teu sorriso, já sufoquei no teu abraço que agora só me falta ouvir dizer coisas doces que até a dormir eu sonharia: quando o amor é forte nem nem toda a inveja o poderá destruir.
E lá vou eu passeando na praia mostrando-me tal como sou: saudoso de ti contigo ao lado
Sanzalando
16 de junho de 2015
por ti
Rebolo na areia como uma criança, pareço um croquete de areia. Mas rio-me de alegria. Alegria de estar aqui. Simples e barato, digo.
Na verdade poderás pensar que eu não tenho com quem conversar e por isso faço estas baboseiras. Mas antecipadamente a teres este pensamento eu diria que é falso. Posso ser motivo ou problema, ou até os dois ao mesmo tempo, mas tenho com quem conversar e até boas conversas. Não conversas de encher tempo. Consigo fazer tudo errado, tudo certo ou tudo assim assim. Confuso?
Se calhar é, até para mim.
Mas na verdade rebolo na areia e divirto-me porque é sinal que estou aqui. E tu estás aí desse lado se calhar a sorrir ou apenasmente a chamar-me doido. Por ti.
Sanzalando
13 de junho de 2015
aqui na praia
Aqui na praia, onde sopra o vento que vem da montanha e arrefece o corpo quente de amor, sinto que o teu abraço foi feito só para mim. Assim como que encolhe o meu cansaço, descomprime o meu drama, anula os meus erros e tapa as minhas falhas.
Aqui na praia, de onde o vento leva a areia, sito o teu abraço a me salvar da intriga, a me abrigar do egoismo e a me defender da maldade.
Aqui na praia eu me abraço num encontro contigo.
Sanzalando
11 de junho de 2015
Até lá que me aturem, quem assim entender.
Chega neste tempo e eu digo vou embora. Vou deixar as palavras descansarem. Com as frases farei o mesmo. Com as ideias nem se fala. Vou-me dar férias.
Mas depois eu viro guerra, maka de faca e facão, atiro a porta contra mim e me grito num acordar toda a rua.
Vem um momento bom e lá estou eu agarrado à caneta, à sebenta vermelha e a gastar palavras como se elas não me fossem fazer falta um dia.
Quantas vezes eu pensei nas palavras de que me desfiz?
Eu acredito na palavra mesmo que ela me seja um fracasso, em enrolar de dia a dia, um desajuste ou uma vaga lembrança e depois lá volto eu ao gasto desnecessário das palavras.
Nova guerra se abrirá um dia no campo de sempre o mesmo e lá eu páro com as silabas e ditongos, solilóquios e monólogos de uma só voz contra a parede do silêncio.
Até lá que me aturem, quem assim entender.
Sanzalando
9 de junho de 2015
tenho a certeza
Tenho a certeza que entre mim e o mar existe um quase nada. Às vezes um quase nada frio, outras um pouco nada de vento e outras ainda um calor tórrido. Tenho a certeza que entre o mar e a tua alegria não existe espaço. Tenho a certeza que somos um.
Me disseste uma vez, ou pelo menos eu fiquei com essa ideia, que mil vezes zero é nada. Daí eu nunca mais ter colocado a minha intensidade onde não existe nada.
Entre nós existe um só nós.
Tenho a certeza que mais logo vais dizer que eu falo pareço as estrelas do céu, cintilantemente belas mas... mas nada.
Sanzalando
3 de junho de 2015
eu lembro, amor
Olha só eu por aqui sentado pés na água salgada e meditando em levitação temporal.
Eu lembro, amor, de cada passo que demos, das diversas direcções que tomámos, das guerras que abafámos, das palavras que calámos e dos silÊncios que criámos para chegarmos aqui hoje.
Olha eu, amor, aqui sentado a refrescar os pés de modo a pensar sem sobressaltos.
Eu me lembro, amor, das vezes que fiquei triste por te deixar triste e das vezes que fiquei feliz por me lembrar de ti. Eu me lembro, amor, que isto não é filme, é mesmo vida real.
Eu me lembro, amor, de tudo o que consigo.
Não te esqueças de me ir lembrando alguma coisa que me esqueça, amor.
Sanzalando
2 de junho de 2015
olha só para mim
Olha para mim a passear na beira mar parece um faz nada.
Assim até parece o céu é mais azul e logo a lua cheia vai parecer quer rebentar.
Dou passos curtos e certos por esta areia onde marco a minha passagem para uma onda qualquer me apagar deste mapa, como se eu fosse um transparente de existência fictícia. Mas na verdade dou os meus passos como certos, cabeça erguida e costas direitas.
Olha só para mim a caminhar nesta areia inclinada parece houve tempestade um dia destes e eu não dei por nada.
Olha para mim a caminhar os meus pensamentos por esta praia fora, gastando palavras soltas numa ode a ti, coração.
Olha só para mim...
Sanzalando
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