Navega à vontade que a Sanzala é segura, mesmo que te pareça lenta!
A Minha Sanzala: Julho 2005
recomeça o futuro sem esquecer o passado

31 de julho de 2005

Um conclave no zulmarinho


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Um conclave à beira do zulmarinho Hoje, 20:57
Forum: Conversas de Café
Mermão, hoje não vou sentar na tua mesa a olhar o zulmarinho. Hoje, mermão não vou beber birras geladas nem navegar na magia do zulmarinho que termina aqui mas tem o início lá mesmo do outro lado da linha recta que é curva.
Hoje, mermão, vou sentar-me na mesa daquele camba que está ali, de costas para o zulmarinho.Sabes, camba, estive num conclave entre mim e eu. Sim, camba, fechado dentro de mim em meditação. Sabes camba que depois tirei conclusões, que foram aprovadas por unanimidade e aclamação por mim e eu. Assim, camba decretei que são meus amigos aqueles e, apenas aqueles, que me apoiam e concordam comigo sempre, mesmo quando eu sei que eu estou errado, eles têm de estar de acordo comigo. São meus amigos apenas os que pensam como eu, mesmo quando eu não penso. Camba, só esses é que são mesmo os que têm o meu apoio. Os Outros, camba, considero mesmo inimigos, unicamente porque não estão sempre de acordo comigo. Tás a ver, camba como um conclave às vezes tem coisas boas. Simplifiquei as coisas. Quanto às amigas, camba, a resolução é que todas são minhas amigas até prova em contrário.Como me cansei muito neste conclave entre mim e eu, acho que mereço mesmo uma birra loira e gelada.
Me sento agora contigo, mermão e contemplo o zulmarinho que está aqui está parece estar a dormir.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

30 de julho de 2005

Hoje

Hoje estou que nem posso.
Vontade de escrever = 0
Vontade de falar = 0
Vontade de pensar = 0
Por isso recomendo vivamente a quem tenha vontade de ler que vá aos arquivos e comece no primeiro post e siga até ao último. Se ainda tiver paciência escreva por mim que hoje estou que nem quero poder.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Uma foto de satélite


Uma foto de satelite do início do zulmarinho Posted by Picasa

29 de julho de 2005

Vamos tocar com os olhos



"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Vamos molhar os olhos nele Hoje, 18:56
Forum: Conversas de Café
Hoje, mermão, volto à birra super geladinha. Contemplar o zulmarinho num dia em que nem está Sol nem antes pelo contrário, dá como que uma paz que o espírito até que agradece. Me desculpa, mermão, mas eu não te sei nem como explicar como pode ter gente que vive longe do zulmarinho. Seja lá no início dele, no meio ou aqui no final dele mesmo. Mermão, se eu não toco com o o meu olhar nesse mundo que é o zulmarinho acho mesmo que cabeça estoira e vai que nem boa disposição nem coisa outra qualquer.
Assim, na fase de contemplação, vai mandando vir umas e outras. Há de haver o dia da birra final. Mas até nesse finalmente vamos mesmo botar uma atrás de outra que não haverá pontes sem nó.
No outro lado do zulmarinho, mermão, sei que tem avilo que também tá que nem eu: necessitar tocar pelo menos com os olhos nele. Ah!mermão, e quando o vento está de feição, lhe sentir o perfume intenso que nem num impulso lhe apetece saltar dentro dele.
Paga só aí mais uma e vamos molhar o pé.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

28 de julho de 2005

Uma joeira no cacimbo



"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Uma joeira no cacimbo Hoje, 17:29
Forum: Conversas de Café
Mermão, hoje o dia nasceu igual que nem aí. Dois metros na frente e quase não se via nada. Aqui na esplanada só dava mesmo para sentir a maresia e a brisa que era mais forte que ela mesmo, pelo que lhe chamo já de vento. Aí, mermão, com uma caneca de café acabado de fazer naqueles filtros de pano de filtro mesmo, agarrei no meu papagaio e fui brinacar na praia.
Não, mermão, não é papagaio de papagaio, é mesmo de papagaio de papel.
Sim, mermão, eu sei que tu tás a pensar em joeira, mas este é mesmo papagaio. Tu tavas a pensar que eu ia perder tempo a ir à procura de cana de bambú, cortar tiras finas, comprar fio de sapateiro, fazer cola com farinha de trigo, comprar papel celofane de muitas cores, dar-me ao trabalho de fazer uma joeira em forma de losangulo muito colorido? Te enganas, mermão. Este é mesmo papagaio porque foi comprado na loja. Inda por cima que chamam de loja de desportos radicais.
Corri 1,5 metros, mermão, com os bofes a sair na boca ele levantou vou e eu me sentei a ver o pouco que via dele lá em cima a brincar e a tentar ver mais longe que eu. Depois, mermão, acabou o café e vim perto da casa que devia ter um imbondeiro para eu me encostar nela a descansar, mas só tem mesmo chá de capim só para lhe cheirar e ficar a ver o cacimbo a descancimbar.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

27 de julho de 2005

Vocês são livres de me escrever o que quiserem, porém tenham a certeza que eu sou livre de raciocinar como quero.

Alguém, com ar de espanto, pergunta a que propósito vem isto? Nada de especial, mas há e-mails que me mandam, por falta de coragem de colocarem no comments, que tentam fazer de mim uma 'fabrica' de discos pedidos. Para esses só um conselho: vão à secção de perdidos e achados e vejam se se encontram.
Carlos Carranca

26 de julho de 2005

Sentado na esplanada


Olhando para uma 'bubida' lá do início do zulmarinho

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Na esplanada olhando o céu Hoje, 20:16
Forum: Conversas de Café
Senta ainda aqui mais um pouquinho, mermão. Vamos derramar mais umas quantas de birras bem geladinhas e falar, com voz lubrificada e mente limpa. Vamos fazer de conta que aí não está cacimbo, que tá tempo para para ver mais além do que aqui, para veres que o pensamento não está turvo e a claridade dentro dele é mesmo de sol do meio-dia.
Manda lá vir mais umas quantas e não estejas armado en forreta de ideias.
Olha só, mermão. Olha aquele avião que vem a ser perseguido por uma tira de pano. O raio do pano anda só atrás dele que nem descola da cauda do dito cujo. Vais ver é telecomandado. Menganei, mermão. O pano tá mesmo a ser puxado pelo dito cujo avião. Olha só, mermão, o que está escrito: AMO-TE - Maria - C.
Já viste a forma de dizer essa palavra sem abrir a boca. Tem cambas assim como que envergonhados. Sabes, mermão, parece que não está na moda dizer essas coisas. Sabes que desde que inventaram essa coisa das nets e dos telemóveis, se perdeu esse hábito. Ou então se está habituado a pagar ao minuto e depois fica assim. Mas, mermão, de lá de cima do avião se vê mais longe que daqui sentado, o zulmarinho parece muito mais grande que enorme.Vamos mas é virar outras, mermão.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

25 de julho de 2005

Contando grãos de areia



"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Sentado na areia Hoje, 20:39
Forum: Conversas de Café
Mermão, hoje estive sentado na areia, mesmo pertinho do zulmarinho, agarrado numa loira que estava supergelada quando a levei. Me sentei, mermão e me comecei a contar os grãozitos que me rodeavam. Centenas, milhares, milhões? Pois não sei, mermão porque enquanto os queria contar me vinham à cabeça sonhos, alguns pesadelos e uns quantos arrependimentos.
E eu me perdia da contagem.
Recomeçava e tudo se repetia, mermão.
A birra se aqueceu porque esqueci de a verter na goela. Também não precisava lubrificar o dedo para contar grãos de areia, não é?
Mas olha, mermão, vi areias de todas as cores. Pensei de onde o mar ia buscar toda aquela areia. Tanta areia que ele carrega dentro dele para a perder numa praia qualquer. Por acaso aqueles foram perdidos ali, perto do final do zulmarinho. Será que alguma veio de lá do início dele mesmo, de lá da linha recta que é curva?
Mermão, anda lá pagar umas quantas que a contar grãos de areia é mais cansativo que muitos trabalhos forçados.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

24 de julho de 2005


Algu�m est� a precisar? Posted by Picasa

foto by Di


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Domingo na praia Hoje, 17:25
Forum: Conversas de Café
Mermão, não sei como te contar. Mas manda vir umas birras geladinhas a estalar para olear a garganta, de modo a que não me falta nada da estória que eu te quero contar hoje.Domingo, mermão, dia de praia. Dia de apanhar com todo o sol que durante a semana fica resumido ao ar concecionado de força de motores. Praia cheia. Vais ver tinha mais gente que pessoas. Queria pôr a toalha na areia, mermão, tinhas que pedir conlicença, faxavor, no vizinho, para teres direito ao teu meio metro quandrado. Vais querer dar um mergulho e sobra ginastica para fazer as fintas nas outras pernas que te passam na frente, parece têm medo que o zulmarinho vai embora e não volta outra vez. Quando vais dar o dito e referido mergulho, olhas para a frente e vez que lá dentro do zulmarinho não tem nem espaço para enfiares a cabeça, quanto mais a tua proeminente barriga.
Molhas o corpo parece é gato e voltas na toalha. Te deitas a curtir o solinho que quando nasce é para todos, mas vem uma bola e te acerta pareces és poste de baliza. Desculpa?! Nem tem tempo mais para isso pois tem mais gente em quem acertar. Te enches de rancor, te viras bruscamente e levas com uma pá de areia. Ai só te apetece sorrir, agarrar as coisas, vir na esplanada e beber as quantas te apetecem, olhar lá para baixo e pensar que o zulmarinho sofre que não tem quem defende ele das gentes que não são pessoas.
Manda vir mais, mermão, que daqui de cima a gente controla as vistas e não tem areia que entra na pele parece tem cola.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

23 de julho de 2005

Pedras no Zulmarinho


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Atirando pedras no zulmarinho Hoje, 19:51
Forum: Conversas de Café
Sábado
Dia de Sol aqui, de muito cacimbo lá.
Tu, mermão, aproveitaste para dormir até às quinhentas, da festa de sexta-feira à noite. Eu aqui, mermão, aproveito para sentar na Esplanada, saboreando com os olhos e nariz o zulmarinho, vou pondo a leitura em dia. São os semanários, são os diários e são os mujimbos que se ouvem e se lêem.
Olhando assim na calma do zulmarinho e me estou a lembrar que a gente quando lhe atira uma pedra rasteira ela vai batendo na água umas quantas vezes antes de se afundar como uma pedra que é ela mesmo. Meu recorde, mermão, antes das birras é de cinco. Esse mesmo, mermão. Depois das birras não sei se mais alguma vez consegui mais que duas. Coisas. Mas à vezes, recordando essas coisas, que a gente não controla, é sorte ou azar, a gente às vezes atira uma pedra e num tem mais que uma vez ela vai directa no fundo, outras vai batendo e batendo que até a gente fica satisfeito, parece ganhou um prémio.
Olha, enquanto recuperas o sono da sexta-feira à noite eu vou bebebndo uma quantas, vou dar uma de galã com as mininas senhoras donas e num estou a ver me faltar o paleio, continuando como antigamente.
Não atiro mais pedras no zulmarinho. Tem muitos cambas lá dentro e ainda lhes acerto na cabeça e depois a esplanada fica interdita por poluição.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Onde está a minha Sanzala?


"Fio": Onde está a minha Sanzala?

carranca
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Onde está a minha Sanzala? Hoje, 00:43
Forum: Conversas de Café
Ela deve estar no mesmo lugar. Ela deve estar com muito mais gente que quando eu cheguei. Todas as Sanzalas sempre tiveram a mania de crescer. Quando eu vim morar nesta sanzala, tinha uma mulemba onde a gente se sentava a sunguilar, muitas vezes no silêncio para cuscar as conversas dos mais velhos, outra vezes para contar estórias. Ele era o Zé Galinha que tinha a profissão muito nobre de ser Chulo, ela era a Júlia que exercia a mais velha profissão do mundo. Foram horas debaixo da Mangueira a rir a bandeiras desfraldadas que as fraldas estavam já ensopadas. Eles vieram, um a seguir ao outro até ao Chefe Supremo. Foi o FIM da charada que não teve em momento algum um desvirtuar, uma obscenidade, um linguajar mais atrevido apenas. Debaixo da Acácia florida de contaram estórias que não aconteceram mas nem por isso não eram verdadeiras.
Hoje procuro a minha Sanzala e onde ela está? No mesmo lugar, mas se calhar eu é que não estou na minha Sanzala. Se calhar eu quis voar mais alto e quis sair da Sanzala e ir morar na cidade do betão. Se calhar eu quis andar de machimbombo quando não tinha dinheiro nem para beber um pirolito, quanto mais para sair da minha Sanzala, largar o meu Imbondeiro, árvore que Deus criou ao contrário, com as raízes para cima, assim como que a fazer de pára raios. Quem me mandou a mim querer ser evoluído e querer mudar o mundo. Afinal de contas a minha Sanzala estava debaixo dos meus olhos e eu não lha via. Vou ter que andar com os olhos mais abertos
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

22 de julho de 2005

Me sento e descanso



"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Me sento e descanso Hoje, 23:56
Forum: Conversas de Café
Me sento e descanso, agarrado na minha birra gelada. Te espero, mermão. Faz horas que te espero na esperança que apareças no momento certo. Bebo para afagar o tempo de seca que é o tempo que te espero. Bebo para aliviar o salgado ar que brota do fim do zulmarinho que teima em molhar-me os pés. Bebo porque quero esquecer as milhentas coisas que esqueci e relebrar as outras milhentas coisas que jamais esqueci. Bebo para ter sempre presente na memória uma estória para te contar. Bebo para não enrouquecer a goela e a mente.
Mermão, se a minha mente ficar rouca jamais te poderei dizer que recebi a foto que me mandaste e me fez chegar uma gota salgada do zulmarinho no canto dos meus olhos. Te digo, mermão que está igual aos tempos de antanho. Por ele hoje bebi umas e outras como se ele estivesse aqui, sentado na tua cadeira, não a me ouvir as minhas estórias que por não terem acontecido não deixam de ser verdadeiras, mas para eu lhe ouvir nele as canções que elevam a minha alma aos pícaros do céu.
Enquanto não chegas, mermão, te digo que bebo com quem passa e me cumprimenta tal qual faziamos com o poeta lá na minha terra.
Bebo, mermão, lembrando que um dia de ontem foi horrível que o um hoje não fiz balanço mas um de amanhã vai ser bem melhor.
Bebo, mermão, olhando a linha recta que me separa de ti.
Me sento e descanso enquanto bebo a ver os cravos do meu contentamento, as estrelas que me guiam num GPS de sonhos e ideias.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

21 de julho de 2005

Hoje nem tempo há

Mermão, hoje o tempo é coisa que não existe.
Hoje me convidaram para ir jantar lá mais para lá do que aqui e eu disse que não.
Hoje me escreveram cartas e a todas eu disse que não, porque não lhes respondi.
Hoje me tentaram falar ao telefone e a ninguem atendi,
Hoje, mermão, nota-se que há férias por estas bandas.
Hoje desde a Noruega, à Moldovia e até quem só tem 28 dias de vida lhes vi as entranhas, lhes mexi por dentro.
Hoje muito te poderia contar mas me falta o tempo do relógio que aqui esse tempo hoje ele não existe.
Bebe as loiras geladas por mim e segreda no zulmarinho que lhe tenho muitas saudades.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

20 de julho de 2005

Decepção

Decepção
Para começar, quero que levem muito a sério o que vou dizer. Isto não é, nem tem piada. Se este é um espaço livre, também o é para mim.
Há um número impar de pessoas que eu nunca terei em consideração quando eu pensar em amigos. Podem chamar-me rancoroso, presunçoso, etc, o que até poderá ser verdade, agora podem ter a certeza que não tolero o insulto gratuito, nem que seja o insulto à inteligência, cultural, geográfico ou cadastral.
Entendo que para vocês pareça graciosa uma piada de agravo a alguém. Porém já me dei conta que alguns pensam que têm humor, mas de facto nasceram no dia em que o humor estava a banhos numa praia longe de si. Se se relessem o que escrevem ficariam roborizados de tanta asneira que dizem ou pensam querer dizer. Se calhar o comentário jocoso que fazem dá-vos para rir à frente do PC ou vos faça dizer para dentro: ‘toma lá porco de…’ . No primeiro caso até pode perecer válido se resulta com graça, porém no segundo caso, piando mais fino, caminha-se para a ofensa pura, que pode mesmo ferir, o que é uma atitude condenável.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

19 de julho de 2005


Imbondeiro, imbondeiro.
foto by Di Posted by Picasa

A TERRA está de férias


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Hoje, 18:47
Forum: Conversas de Café
Senta, avilo, e vamos beber umas quantas. Que estamos parece que é de férias não tem mesmo a mínima dúvida.
Se falamos do Iraque que deu um traque e abalou os states, se falamos do mundo liberal que não libertário, se falamos de coisas que mesmo só servem para esquentar o cérebro, se falamos do arrastão que era de cabotagem e se cheretou na sabotagem de uma reportagem, se falou de coisas, mas se esqueceu de falar que afinal existe uma terra para lá da linha recta que afinal é curva.
Lá da terra que tem como simbolo a Lua, que mais para baixo tem o início do zulmarinho que termina aqui.
Afinal parece que a TERRA entrou de férias nos corações dos que dizem ser filhos, porque outros, que estão na situação de que não podem pôr o sangue que lhes corre no coração deste lado de cá, não estão de férias porque afinal estão lá mesmo e não nos podem dizer as coisas boas e ruins que lá estão.
Deu mesmo na tristeza a tristeza de estar triste.
A minha TERRA entrou de férias!
Assim como assim aproveito para borcar umas quantas aqui na goela.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

18 de julho de 2005

Uma birra gelada para refrescar a mente

Mandem uma birra bem gelada, quase congelada. Tenho a cabeça a fervilhar. Eu sei, mermão que a água ferve a 100 graus, o angulo recto a 90. Mas eu, mermão, acho mesmo que fervo sem temperatura. Se não estivesse aqui pertinho do fim do zulmarinho, recebendo os seus salpicos salgados, te digo, mermão que estava já a dar dois coices no telhado qual mula da cooperativa. Me perguntas porque estou a ferver em pouca água? Eu nem te vou responder, mermão. Porque se te contasse, eras tu que vinhas na primeira onda e vinhas partir o electrodomestico que nem ar concecionado lhe valeria. Eu sei que não estudaste na Sorbone, Oxfor ou Clínica Mayo. Mas estamos em Julho e o mês é quente que até dá para ter maculo que nem pára a coceira cerebral.
Desentendes-me, Mermão?
Ficamos por aqui que não tem como te dizer sem ter que levar com o mapa cor de rosa ou a frase filosófica: vão-se catar!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

17 de julho de 2005

A IMPORTÂNCIA DA PONTUAÇÃO!


Até o rino vai ver o zulmarinho

MUITO INTERESSANTE!!!!!!!!!

Era uma vez um homem rico que estava muito mal. Pediu papel e caneta e
escreveu assim:

"Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do
padeiro nada dou aos pobres"

Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro
concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta
do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida e fez assim a pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã.Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do
padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia da original e puxou brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta
do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez a seguinte
interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta
do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Assim é a vida. Nós que colocamos os pontos. E isto faz a diferença

(ambos tirados de algures na net)
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Ontem foi dia de festa


Hoje bebo com gosto, mermão.
Tas a fazer festa assim com os cambas todos, Tas numa de muitas birras geladas, música de agora e de sempre como nos tempos de criança que tudo serve para fazer festa.
Mas qual é a Graça que mantém a graça de outros tempos? Querias que respondesse mas impossível dizer quando o tempo passa e o tempo não tem substituição. Mas te garanto que ainda mantém a graça de outras graças. Te garanto.
Assim, mermão, tendo a festa como festa de cheiro de marsia, cambas de muitos tempos que vão lá para trás que os cabelos brancos e as barrigas escondem, continuas a ver o mundo como ele é nos tempos que eram.
Mas, mermão, hoje mesmo só para te dizer que tem Graça que mantém a graça de outras eras. Mana vai de taxi é que me vai entender, tudo o resto é sonho que sonho mesmo acordado cada vez que olho no zulmarinho.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

16 de julho de 2005

Um arrastão que não existiu

http://www.eraumavezumarrastao.net/
Para contribuir para uma maior clareza das coisas, este blog está sempre aberto.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

15 de julho de 2005

Salpicos do zulmarinho


Acabei de chegar ao zulmarinho. Uns querem que o zulmarinho seja isto, outros aquilo. O zulmarinho é ele mesmo que termina aqui e começa lá. Tudo o resto é imaginação. No poder de ter capacidade imaginativa estão os avilos, cambas e mermão. Esses têm capacidade. As fãs têm capacidades. Outros, uns tantos, nem para o insulto têm capacidade. Uns tantos, poucos, mas por sinal irritantes quanto baste para, numa linguagem enjoativa, repetitiva e demasiado consultiva, porém nunca construtiva, irem afastando os mensageiros e as mensagens ricas de imaginação, cultas e que falavam do solo sagrado da terra que os viu nascer.
Apetece-me perguntar, a esses tantos que são afinal poucos, a que horas vão cortar o bolo e beber o champanhe? É que a esta hora a festa deve estar quase no fim. Já se comeu e bebeu para aí por uns seis meses. A dança já foi dançada mais que outra meia dúzia de vezes, não tendo ficado ninguém sentado no salão a descansar os pés. A decoração já está murcha, vendo-se as marcas da deterioração.
Digam lá quando querem cortar a porcaria do bolo?
Bebo mais uma birra geladinha com os olhos salpicados dos salpicos salgados do zulmarinho.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

14 de julho de 2005

Bip Bip

Hoje trabalho. Digo eu.

Que bom seria que eu estivesse aqui o dia inteiro de perna cruzada, lendo isto e aquilo. De quando em vez levantando-me para beber uma bica ou uma água. Estar a dar dois ou uma mão cheia de conversa com um amigo ou colega ou seja lá quem for. Olhar pela janela e ver o céu bem azul, ausência total de nuvens, ausência de vento, que visto dali daria a sensação de ausência de ar até. Que bom seria dar-me o sono, estar pelo menos sonolento, pés desinchados e ar de quem nada tem para fazer.
Egoísmo?!
Puro altruísmo.
Pois é, as contradições da vida.
Se eu estivesse como descrevi seria sinal que todos estavam bem, saudáveis.
Mas o bip não pára de fazer bip.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

13 de julho de 2005

Homo Angolensis

Um poema que MC me mandou

Homo Angolensis
Mastiga a própria desgraça
com ela improvisa uma
farra
precisa de uma boa maka
como do ar para respirar
acha o mundo
demasiado pequeno
pró seu coração
ri à toa fornica por
disciplina
revolucionária
jura que um dia será potência
gosta de
funje
todos os sábados
e foge do trabalho na segunda-feira mas fica limão
quando lhe querem abusar



J.Melo-Caçador de
Nuvens




Sanzalando em Angola
Carlos Carranca


Hummmmmmmmmmmm que saudade!
Foto by DiPosted by Picasa

Constatação Esplanada

SOBRE CONSTATAÇÕES
Forçosamente, eu tenho que reconhecer que a cada dia que passa tudo se vai apagando lentamente do meu pensamento, qual chama em dia de vento. O zulmarinho calmo e sereno olha-me com carinho parecendo pedir que lhe entre por ele dentro, que o possua e navegue até além do mar, até ao início dele. Daqui a pouco eu já estarei curado e o sítio vai ser só uma lenda, um trauma, uma leva de posts arquivados, umas fotos, duas dúzias de e-mails que eu talvez até apague e as amizades ganhas.
Mas mesmo aqui continuarei nas birras geladas, faça sol ou chova.
Nunca mais vou sair magoado porque não estarei metido em polémicas sobre coisa nenhuma, sobre coisas sem valor, porque não terei que estar a levar com cartuchos de papel pardo quando não quero levar nada nas mãos, porque não tenho que ser professor quando queria ser apenas aluno, porque aprendi a aprender por outros caminhos. Nada, absolutamente nada, do que alguém disser vai me magoar, porque qualquer impropério que sair da uma boca soará como um ventinho de fim de tarde, que nem sequer desalinhará os meus cabelos, apagará o meu isqueiro, obrigar-me-á a fechar os olhos pela poeira seca que não vai levantar.
Mesmo sofrendo, a cada queda eu torno-me mais forte. Tenho orgulho de todas as minhas cicatrizes.
Paga aí mais uma outra bem geladinha que o calor aperta.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

12 de julho de 2005

Eu, exaustor!

Agora sinto-me que nem exaustor. Castanho gorduroso e fedendo que nem coisa de vaca depois de comer muita palha seca.
Está quase a fazer dois anos que me inscrevi no site. Um site que tinha muita discussão de e sobre Angola, Coisas boas, coisas ruins, outras nem pouco mais ou menos, antes pelo contrário. Havia discussão acesa, noites mal dormidas a matutar, a ler, a estudar mesmo. Noites de azia, noites de folia em chats de pura mais pura diversão. Pouco a pouco tudo foi-se mudando. Eu fui-me mudando. Outros se mudaram. Da Terra, da minha Terra foi-se cada vez falando menos. Nem do antes de ontem, nem do hoje e muito menos do amanhã.
As tricas pessoais, que não pessoanas, estão à tona. Relendo os post vai-se vendo quem não se pode nem ver. Os diálogos sucedem-se levando ao insulto. Parece-me haver uma 'savimbização' – destruir até nada ficar em pé que depois logo se vê.
De Angola, nada!
Há gente que é barrada. Gente que é insultada, insinuada ou ignorada. Há gente que pede para sair, sentindo-se a mais, não se identificando mais com o site, injustiçadas, mas lá continua o nome.
Há um abandono. Há a autogestão, se calhar, a auto digestão.
Assim, neste pequeno resumo dá para ver como se sente um exaustou depois de levar com tanta castanha gorda.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Hoje, 21:04
Forum: Conversas de Café
Um, dois, três, quatro, cinco minutos de mar.
É assim, mermão. Se olha no quadro de cortiça, se lêem as lembranças, os recados, os poemas e se volta a olhar o zulmarinho que termina aqui e tem o início dele lá mesmo, para lá da linha recta que é curva.
Hoje, mermão, o tempo tá curto, a cerveja muito gelada mas não consegue lubrificar a goela para estar a aqui a contar-te estórias, embalar-te em palavras doces para as pagares. Pagas só, porque hoje conversamos nos silêncios inocentes, nas trocas de olhar cumplices. O zulmarinho tem hoje um tom de esperança, seria mais um verdemarinho, mas pregiçosamente continua a espreguiçar-se na areia doirada aquecida pelo sol, quando lá se arrefece no sabor doce do cacimbo.
Lá está mesmo a fazer frio que nem calor aqui. E nós, mermão, separados na distância e no tempo, mas juntos na mesma esperança e querer.
Vamos aviar mais umas quantas.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

11 de julho de 2005

Retrato de letras

Hoje apetece-me procurar textos.
Meus e de outros.
Hoje apetece-me ser cocabichinhos.
Hoje vou vasculhar estantes, armários, baús e outras coisas que tais. Hoje vou ser rato de biblioteca.
Hoje vou ser traça.
Hoje quero sentir o pó do papel.
Pouco importa se sou asmático, prático ou reumático.
Hoje quero encontrar um texto que eu possa sentir como meu, mesmo que meu não seja.
Hoje não dormirei, vasculharei até que os olhos me doam.
Não vou inventar citadores, nem viagens, nem sonhos sonhados.
Quero um texto que seja o meu retrato. Pouco me importa o pintor. Hoje quero um texto contextualizado nas feições do meu rosto, deslizante na minha careca, proeminente na minha barriga.
Hoje quero um retrato de letras, colorido ou a preto e branco, que tenha sentimento, alma, segredos desvendados, portas abertas à luz da lua, cinzento da cor da noite, azul da cor dos olhos dela.
O meu retrato de letras.
Hoje não encontrei letras. Apenas tretas!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Engodo

Antigamente eu era bastante pobre.
Hoje em sou apenas pobre.
Ser apenas pobre hoje em dia, ainda assim é um engodo.
Embora eu não sabia bem o que seja engodo. Apenas sei que engodo é uma palavra exorbitantemente feia. O problema do engodo, ser pobre e morar num lugar onde só vêem pobres, é que se se tem um ar-condicionado pensam logo que passaste a ser rico.
Ter um ar-condicionado e achar que se é rico por isso é como comer torrada com pão de cinco dias. No fundo, sabes que não é fresco nem mole. E que na verdade é tão lixado quanto o quem só tem uma ventoinha. Eu tenho uma ventoinha e um ar-condicionado pra refrescar a minha incapacidade de ver apenas o lado bom das coisas. Se ter dinheiro não é sinônimo de felicidade, eu seria o palhacito do Circo Mariano gargalhando de uma piada 'nonsense'. Volto pra casa todos os dias para poder dormir. E acordar no outro dia pra poder dormir de novo. Aceitando a idéia de que se eu fosse o palhacito do circo morreria no palco todos os dias pra poder nascer de novo. Simples assim. Morrendo e nascendo em cima do palco sempre que a vida enchesse, a paixão esfriasse, por falta de riso ou se o amor acabasse.
Obs.: - Acabei de ver no dicionário que engodo não tem nada a ver com o que eu queria dizer. Mas agora já disse. Disse?!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Abanca e ouve


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Abanca e ouve Hoje, 19:27
Forum: Conversas de Café
Camba, abanca algures por aí e ouve este som que vem do rádio.
Música boa que até que parece estás na boite, que agora estão a querer chamar de Discoteca. Mas essa de discoteca não é mesmo onde vende os Discos? Como chama então essa? Estão encaracolando meus neurónios e a me deixar a modos que nem sem como de dizer essas coisas.
Mas te dizia, camba, para sentares, olhares mesmo nos olhos do zulmarinho que está parece a te chamar, com a sua espuma branca parece crista de galo na cabeça dele e ouve esse som. Mas não esqueças, camba que lá está nevoeiro que até parece que tem parede mesmo na tua frente que não deixa ver o início dele se espreguiçar na areia como que está a fazer aqui, no fim dele mesmo.
Ouves o som, camba, e te imaginas a sentir o perfume da terra nesta altura do ano? Desconsegues? Estás mesmo a precisar de ir beber a água que te deu a força para hoje seres o que és.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

10 de julho de 2005


O mesmo Pôr do Sol no Cacuaco
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Por do Sol


o Pôr do Sol ontem em Luanda
foto by Di Posted by Picasa


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Olhando esperança Hoje, 18:38
Forum: Conversas de Café
Avilo, manda vir uma outra bem geladinha. Vamos verter goela abaixo todas as que precisarmos. Não é, como bem sabes, para esquecer mas somente para lubrificar a goela e desnubilizar os olhos de modo a podermos falar coisas do lado de lá com as vistas bem afinadas e coisas que tal.Vamos lendo os jornais, vamos vendo televisão, vamos ouvindo o boca a boca e vemos que do lá de lá está a mexer com pernas seguras e andar mesmo na direcção do amanhã.Eu sei, avilo que fosse com passos de gigante, mas eu mesmo te digo, avilo, que tem de ser passos seguros e se necessário serem pequenos que o sejam.
Olha as ondas do zulmarinho que têm trazido fotografias de ontem e vês trabalho. Não é como pensas, avilo, cidades do filme de cowboy que viste no tempo em que andavas de calção e sandálias. É cidade mesmo que tem pulsação, tem sangue a correr nas veias.
Manda vir outras que estas já foram, avilo.
Olhas na tua frente, bem do outro lado da linha recta que é curva e vês a madrugada que vem aí. Madrugada é sinal que vem novo dia, mermão.
Anda, avilo, vamos molhar os pés na geleza deste zulmarinho que tem o início lá mesmo.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Uma outra 'carta' que recebi

Para v/ conhecimento, transcrevo a carta que enviei ao proprietário da Sanzalangola.

António Delgado


Como não conheço outra forma que permita a minha auto exclusão como membro do seu site sanzalangola, venho através deste e-mail/carta solicitar o favor de me eliminar do mesmo. Faço-o por vontade própria e em pleno uso das minhas faculdades mentais uma vez que não pretendo continuar a fazer parte dessa sua “organização” nomeadamente porque:

a parcialidade com que o Sr. e a sua equipa julgam e condenam alguns membros não se coaduna com a minha maneira de estar na vida;

o nome do site não é compatível com os seus propósitos. Chega a ser ofensivo utilizá-lo da forma barata e vil como o vem fazendo a generalidade daqueles que compõem o seu rebanho.
No mundo “civilizado” em que o Sr. vive, só tem filhos quem quer. O Sr. pariu este site, criou-o e devia ser o primeiro a acarinhá-lo e fazê-lo crescer saudável ( não se ofenda com a palavra pariu pois ela não é ofensiva. É, quanto a mim a que melhor que se aplica para retratar um nascimento. Eu pari cinco filhos e tenho muito orgulho nisso. O dicionário de língua portuguesa diz-nos exactamente:”PARIR = Dar á luz ou expelir ( filhos) do útero; Produzir”. Se a tradução literal para o inglês, língua com que o Sr. está mais familiarizado, a transforma num vocábulo obsceno, aconselho-o a rever o seu português ).
A vossa conduta levou à cisão que agora já se verifica: a eliminação dos angolanos que amam, vivem, trabalham e defendem este grande e belo País que se chama Angola e vai fazer com que aqueles que também amam e defendem embora vivam e trabalhem no exterior, acabem por se afastar e deixá-los como sempre quiseram estar: SÓS. Sozinhos para falarem mal de Angola, apontarem os seus erros e debilidades e auto satisfazerem-se com isso. Já reparou como gozam e quão felizes são com tudo o que de mal nos acontece? Coitados!...Como os lamento!...
No fim isso não passará de um miserável site dos chamados retornados com todas as suas frustrações, raivas ódios e recalcamentos.
O Sr. está a afastar do seu site os seus melhores membros, aqueles que lhe davam alma e lhe imprimiam um cunho mais especial abordando temas de interesse mais abrangente de carácter cultural mais elevado e com sentido de humor mais refinado.
O que lhe restará no final?
Dos quase 6.000 inscritos quantos são participativos? Dos que participam, quantos podemos considerar positivos?
Já lhe chamaram ditador e prepotente e sei que o Sr. não gostou mas, ás vezes, age como tal. Chamaram-no de mentiroso e aldrabão e o Sr. também não gostou mas já se enrolou em aldrabices que não convenceram toda a gente. Só os seus fiéis seguidores não viram ou não quiseram ver a prepotência e a mentira que algumas das suas tomadas de posição patenteavam.
Mude o nome do seu site. Não nos ofenda nem nos rotule a todos segundo os seus conceitos ou a sua bitola. Parafraseando o Catronático, com sua licença e com a devida vénia: “ Sanzalangola sem angolanos …não dá!”


Umas palavras de louvor a todos aqueles amigos forjados através do seu site (e são muitos, garanto-lhe) que me enriqueceram com a sua amizade e que se deram como eu me dei e a todos aqueles que de alguma forma tentaram de maneira válida e honesta,
fazer do seu site uma sanzala de Angola unida ainda que não tenha tido o prazer de os conhecer pessoalmente. Para todos eles com o meu apreço e admiração quero deixar aqui expresso todo o meu carinho e amizade com um até sempre. Continuaremos a trocar beijinhos e abraços e a encontrar-nos por essas estradas da vida. Eles saberão quem são quando lerem esta carta pois sabem separar o trigo do joio.
O Sr. lançou-me no limbo para me votar ao esquecimento, posição incómoda que rejeito. Cortou-me o acesso ao site para me calar mas saiba que ainda grito. Rejeito de igual modo ser castigada como uma menina de escola (respeite os meus cabelos brancos) ou ser expulsa injustamente! Por isso, tire-me deste filme, por favor. Não sou a actriz que o Sr. queria e não quero fazer parte da mesma “família” onde savanas, luciras, creathores, maravilhas, kukis e outros quejandos se repastam.


Eu vou para o clube do XICO SANTOS, amigo que prezo muito. Seremos sempre uma pedra no seu sapato. O Sr. não precisa de nós para nada e nós precisamos menos ainda daquilo a que insiste chamar de sanzalangola, tal como ela se apresenta.
Fique bem.





Luanda, 08 de Julho de 2005


ILDA AMARO
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Sentimento de ainda aqui estar

Aquele que olhar por sobre meus ombros não verá qualquer luz; em segundo plano só haverá nuvens cinzentas passando rápidas pelo céu.
Nesse dia, em que o frio invadirá as almas, os prédios, os carros, as roupas de um qualquer estendal e a das crianças, até a cor dos meus olhos, serão cinzentos.
Cinza.
Como sempre tudo foi.
Cinzento assim, como tudo é.
E eu vou sorrir, sorriso só de lábios. A tristeza que tenho esquecido há tanto tempo... mas tanto, que vou pensar que nunca a senti.
E as casas passam rápido por mim. As pessoas e as árvores também passam rápido.
E eu vou ser o mesmo, mas sentir-me-ei criança. Mas eu não gosto, não gosto, quando o meu rosto parece congelado, quando os meus lábios passam tempo demais sem sorrir.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Katinga inspirativa


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Katinga inspirativa Hoje, 02:03
Forum: Conversas de Café
Mermão, hoje olho para dentro de mim e nada vejo. Deve ter a haver com as horas. Horas soltas em minutos desvairados que me fazem estar aqui acordado, bebendo umas e outras. Ou então, mermão, tem a haver com o facto de ser sábado, antes de domingo, dia de não fazer nada porque depois começa-se a pensar novamente no fim de semana que tarda em chegar. O zulmarinho que termina aqui continua a terminar aqui e sem outras novidades a não ser as ondas que se repetem num seu ritmo arritamado de vezes que se espreguiçam na areia dourada. A linha recta que é curva não está observavel porque a lua teimosamente hoje não nasceu e ainda lhe vou marcar falta e descontar no ordenado dela. Aqui, mermão não tem coisas novas porque as velhas empaturram as sementes das coisas que poderiam nascer, mas desmotivadas desorganizam-se em frases sem sentido, nem que seja o obrigatório.
Bebo a birra gelada e bebo o teu olhar com que me olhas com ar de que vou reprovar no exame de admissão a uma noite passada em tua companhia.
Desculpa só, mermão, que hoje não tem inspiração sobrando apenas o cheiro da katinga que sai do cerebelo e percorre todo o corpo na vontade de evaporar e partir para longes, para lá no início deste zulmarinho que teimosamente termina aqui.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

9 de julho de 2005

Rio Bero


Rio Bero, ali mesmo na chegada do Namibe
foto by CharruaPosted by Picasa

Pensamento

Pensando
Existem momentos em que tenho vontade de desaparecer da face da Terra.
Sei lá, viajar para um planeta distante, encontrar-me com uns bichinhos verdes, como aqueles que aparecem nos filmes e falam inglês, e esquecer os problemas da vida.
Enfim..., esta semana está sem graça, podendo mesmo dizer que é uma semana inútil das muitas semanas da minha vida. Não estou alegre, mas também não estou a chorar pelos cantos.
Quem sou eu nesta história toda?
Ah, eu sou aquele que de vez em quando fica triste sem motivo e ainda quer tentar encontrar culpados para sua inexplicável situação. Na verdade a vida tem culpa ou será que sou eu mesmo?
Será que foi porque eu não recebi aquela bicicleta preta quando eu tinha 8 anos, tipo pasteleira, cheia de fitas no guiador e no para-lamas e fiquei traumatizado pro resto da vida? Ou talvez o meu problema seja dinheiro, ou melhor, a falta de dinheiro.
Quem sabe se eu fosse rico, poderia esta agora nas Maldivas, estendido ao sol, mergulhando no mar, refrescando-me na brisa de fim de tarde e ter tudo de bom que eu acho que mereço.
Bah! Às vezes sinto que sou um peixe fora do mar.
Ainda bem que eu não fico assim muitas vezes, senão nem eu ia me suportar.
2005
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Lendo Álvaro de Campos

Álvaro de Campos
Grandes

Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto
Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.
Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes
Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,
Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.

Grandes são os desertos, minha alma!
Grandes são os desertos.

Não tirei bilhete para a vida,
Errei a porta do sentimento,
Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.
Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,
Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
Senão saber isto:
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Grande é a vida, e não vale a pena haver vida,

Arrumo melhor a mala com os olhos de pensar em arrumar
Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)
Acendo o cigarro para adiar a viagem,
Para adiar todas as viagens.
Para adiar o universo inteiro.

Volta amanhã, realidade!
Basta por hoje, gentes!
Adia-te, presente absoluto!
Mais vale não ser que ser assim.

Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro,
E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.

Mas tenho que arrumar mala,
Tenho por força que arrumar a mala,
A mala.

Não posso levar as camisas na hipótese e a mala na razão.
Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.
Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,
A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino.

Tenho que arrumar a mala de ser.
Tenho que existir a arrumar malas.
A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.
Olho para o lado, verifico que estou a dormir.
Sei só que tenho que arrumar a mala,
E que os desertos são grandes e tudo é deserto,
E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci.
Ergo-me de repente todos os Césares.
Vou definitivamente arrumar a mala.
Arre, hei de arrumá-la e fechá-la;
Hei de vê-la levar de aqui,
Hei de existir independentemente dela.

Grandes são os desertos e tudo é deserto,
Salvo erro, naturalmente.
Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado!

Mais vale arrumar a mala.
Fim.

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca



Povos de Angola Posted by Picasa

8 de julho de 2005

Uma birra na areia


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Uma birra na areia Hoje, 19:39
Forum: Conversas de Café
Prontos. Hoje não sento na esplanada.
Venho mesmo para a berma da espuma deste zulmarinho que termina aqui mas que se sabe começa mesmo lá, quer queiramos quer não.
Mas me desculpem que eu vou mesmo beber uma birra geladinha, não para esquecer mas sim somente para refrescar a goela e ter a voz mais clara para escrever de uma forma que até as ondas do zulmarinho vão entender.
Sentado na areia, molhando os calcanhares num mar sem pica-pica a morde-los, penso nas cores cinzas de certos cerebros que pouco têm de cinzento mas muito de cimento.
Sentado na areia, penso nas muitiplas cores do arco-íris que me aponta o sítio que fica para lá da linha recta que é curva.
Sentado na areia, sinto a bunda molhada de uma onda que me apanhou na traição de um pensamento de olhos fechados.
Sentado na areia me levanto e ergo a birra gelada que me refresca a goela e saúdo os que querem ser saudados.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

7 de julho de 2005

Uma palavra

Uma palavra, apenas uma palavra...
Dita com carinho e partindo da pessoa certa, aquela pessoa especial, produz efeitos incríveis. Pode levar ao paraíso, ao céu; a um outro mundo, muito mais feliz e agradável.
Se a mesma pessoa, no entanto, diz algo que não se pensaria nunca ouvir dela, tudo fica cinzento, tudo perde a razão de ser e a mente fica sem rumo e no coração um vazio, dor...
Quando dizemos algo a alguém que nos é especial e essa pessoa diz que foi lindo, que era tudo que ela queria ouvir e retribui a palavra com um beijo, um carinho, um suspiro, um sorriso, um brilho no olhar, ou, simplesmente com outra palavra doce, terá valido a pena ter nascido e vivido cada minuto, até a realização daquele momento, terá valido a pena acordar, terá valido a pena enfrentar o medo e ousar dizer o que estava preso na garganta ou no coração.
Se porém, dizemos uma palavra infeliz, num momento errado, mesmo que a intenção não tenha sido má, e a reação de quem ouve for de sofrimento, um choro, um adeus ou até mesmo uma ofensa ou desprezo, daí o mundo desmorona e a culpa teima em permanecer em nós, torturando, como um rio que vai desaguar num mar de erros, cujas ondas medonhas, parecem querer engolir-nos. Dá vontade de adormecer e não voltar a acordar mais, dá vontade de morrer, ou como se fora possível, de nunca ter nascido, para não se correr o risco de magoar a pessoa amada.
O que fazer???
Somos humanos...
E afinal, uma palavra, é apenas uma palavra...
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Mortal encarpado


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carranca
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Um mortal encarpado Hoje, 19:49
Forum: Conversas de Café
Senta mermão. Manda vir aí umas quantas bem geladas. Mas várias ao mesmo tempo, mermão. Porque assim, enquanto bebo uma e te falo aproveito as outras para pôr nos hematomas que tenho.Verdade, mermão. Tentei decorar um compêndio de saber ler e escrever em cinco lições. Para facilitar a decoração, mermão, andei na borda do zulmarinho, para cá e para lá. Um carangueijo me fez uma bassula, que eu dei um mortal encarpado seguido de outro estatelado que estou que nem posso.
Me tás a perguntar porque é que eu queria decorar o compêndio? Então não tás a ver, mermão, que eu queria escrever sobre todos os assuntos, com mestria de mestre de toda a obra, com categoria de uma enciclopédia. Tás a companhar o raciocínio, mermão? Nem a areia dourada onde se espreguiça o zulmarinho me salvou. Assim, mermão, te posso dizer que fiquei formado em matomas e saltos esparregados, continuando a saber só contar-te estórias que não aconteceram mas nem por isso deixam de ser verdadeiras e a fintar barreiras de buracos de garangueijo e cagadelas de canídeos que vadiam perto do final do zulmarinho.
Manda vir outras que estas já aqueceram, mermão.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

6 de julho de 2005


Outra vez o Tabaco em flor
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uma flor de Tabaco
foto by DiPosted by Picasa

Uma birra sem sentido


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carranca
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Sem Sentido Hoje, 18:33
Forum: Conversas de Café
Mermão senta e vamos conversar mesmo que tu não fales. Ouves e ficas a pagar as birras que pelo menos eu vou consumir.
O meu pior pesadelo é a minha noite perfeita. É o contraste. É o mesmo que dizer que vivo uma vida inteira de sonhos e tenho um único medo. É o mesmo que ter uma aparição celestial no negrume do purgatório. Ter ao mesmo tempo a minha birra gelada no momento mais cruel da minha sede e não lhe poder tocar. Sentir o abraço de chegada no olhar de partida, deitar uma lágrima de despedida no momento da chegada. Chorar no êxito e no fracasso. Cantarolar uma canção de amor num dia triste. Sentir a fé perdida na decepção. Fazer da presença em ausência eterna. Ficar à espera de uma palavra que não vem. O medo de nunca mais ouvir uma voz, a tua ou a dela.A dor de nunca mais ouvir a voz, a tua ou a dela. Fixar no vazio um olhar que não me sai da memória. Sentir o perfume que eu não posso esquecer, não sabendo o nome nem a composição, sabendo apenas que não é marzia. Ter uma vontade de ser riscado ou riscar-me do mapa.Enfim, mermão, é perceber o dia em que o amor acabou. Esse amor, mermão, pode ser por ela, pode ser por tiu, pode ser...pode!Nada mais importa.
É uma dor sem precedentes.
E a minha crônica impotência para recomeçar, todos os dias com um pensamento positivo e ver, mermão, que a noite anoitece em cada ser à hora que menos convem.Vá lá, mermão, que as ondas do zulmarinho têm o seu fim aqui mas começam bem lá, do outro lado da linha recta que é curva.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

5 de julho de 2005

Uma birra sempre gelada


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Uma birra sempre gelada Hoje, 20:55
Forum: Conversas de Café
Mermão, hoje podia estar a ouvir Cesária Évora, beber birras geladas olhando nas Ilhas, comer cachupa, sentir o zulmarinho no meio dele mesmo. Mas não, mermão, estou aqui, não precisar de fazer a apologia da amizade, não cantar odes ao amor e desamor. Hoje, mermão, de birra sempre gelada festejo os 30 anos de um país, brindo à nossa amizade, canto e gargalho tal qual me apetece.
E sabes porquê, mermão?
Sómente porque tu és o Meu amigo. O resto, mermão pouco importa. Andas quilómetros, caminhas na areia do final do zulmarinho, bebes na minha companhia. Um abraço que demos. Partes outra vez. Um dia prometes voltar e sei que vais voltar porque tu és assim. O resto, mermão, continua na aridez de palavras vãs, idolatração de um deus menor, copy/past dejá vu. Assim, mermão, continuo na minha birra gelada, sentindo os salpicos do zulmarinho, vendo a recta que é curva, sentindo as palavras que o vento me faz chegar. Sossego de consciência tranquila, cheiro de terra molhada, vida vivida com garra. Quantos, mermão, poderão dizer que viveram a vida?Eu vivo-a dentro de uma garrafa de cerveja à espera do dia, mas nunca de braços cruzados.
Bebo contigo, mermão, e contigo avilo, e contigo conterra, e também contigo que estás lá na frente do outro lado do mar.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

4 de julho de 2005

Uma birra num outro hemisferio


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carranca
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Uma birra de outro hemisfério Hoje, 17:54
Forum: Conversas de Café
Escrevo-te, mermão, para saber se ainda estás bem. Sei que ultimamente não te tenho dado a mínima importância na forma de letra, porém, vinha lendo-te. É que, como já deves ter sido informado por aí, ele deixou ou deixaram de lhe deixar andar por aqui. Foi embora, ou lhe obrigaram a ir embora, e como vive lá no outro hemisfério fica-me difícil saber o sabor das letras de lá se ele não vem aqui falar das coisas como ele as sentia e vivia. Eu lhe escrevo sempre a contar como vão as coisas no primeiro mundo sentido por terceiro mundista, lhe falo sobre a neve, sobre as actualidades tecnológicas e as liquidações liquidas de seremos imortais enquanto vivermos e tivermos esperança. E até agora ainda não disse palavra, razão pela qual suponho as minhas suposições. Mermão, te poderia dizer que eu ia chorar, cortar os pulsos, jogar-me da janela de um qualquer andar alto, jurar nunca mais te escrever ou sentar aqui e beber as birras geladas com os salpicos do zulmarinho a lagrimarem-me a cara e o corpo pálido de quem tem o c u quadrado de estar sentado a ver o mundo resumido a uma pequena selva limitado por bytes e pixies. Uma vez mais, mermão, olhando para a garrafa da birra mais que gelada penso que o choro passa, que eu não tenho coragem para me matar e que não cumpro minhas juras. Sei que o sofrimento não tem sido igualitário por essas bandas. De certa forma compreendo que contribuo para esse estatuto, pois a cada vez que rabisco retratos e remexo frases, nova lança afiada é cravada. Não é intencional, mermão, porque sabes que sem ti, sem outros tis que digam coisas desse hemifério, fica o catinho da saudade, a música do Calvário, do Mourão, a boloroteca do Paiva e outros poucos Couceiros. Fica para viver pouca coisa, o magma de mil vulcões e outros temores, as Magias e teoremas de Telhas, os delírios económico e pouco socias de Aves, reacções maconginas, dissertações tropicais, filosofias da parra, viagens de Niteroi, dança de uma mulher sem lobos, viagens na minha dele que não é de outro.
Assim, mermão, resta-me beber até à exaustão de um exaustor fumegante e ruidoso.
O que me vale, mermão, sempre tenho aqui ao pé de mim a fria água do final do zulmarinho que começa no teu hemisfério.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Sem birras nem zulmarinho


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Sem birras nem zulmarinho, hoje 03-07-2005 12:22
Forum: Conversas de Café
Mermão, hoje a Mariquita-Pirikita faz anos. Portanto, mermão hoje seria dia de festa. Mas obrigações laborais me estão a dizer que festa não tem. Hoje, mermão, o sol aqui no final do zulmarnho está brilhante e quente desafiando os corpos a irem se espreguiçar na areia dourada onde ele vem estender os seus braços de espuma. Mas por obrigações laborais nem lhe posso sentir o cheiro de marsia, receber as lagrimas salpicadas dele.
Hoje mermão, a brisa que sopra convida a dar um passeio de barco, fezer kit-surf, beber muitos copos. Mas por avaria na quilha, nem barco, nem zulmarinho, nem birras.
Mermão, por este andar, vai ter dia que nem está ninguém lá no início do zulmarinho que vai ler as minhas estórias que não as sendo não têm razão de ser.
Por motivos laborais, hoje nem birras, nem zulmarinho, nem sonhos imaginativos, nem apelações e desopilações.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Uma birra descedental


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Uma birra descendental 02-07-2005 10:42
Forum: Conversas de Café
Bom dia, mermão. Não, não estou zangado, nem aborrecido, nem chateado, nem com problemas no fígado, nem com aqueles dias que são ciclicos no ciclo da vida de qualquer ser humano.
Não te vim visitar nem dar um alô porque encho o tempo com outros temposBebo a birras, conto a estórias, gargalho, salto, pulo, corro me deito na areia onde o fim do zulmarinho se vem espreguiçar, ostento o corpo, não de metrosexual, mas o de decimetro, olho as loiras, não as geladinhas que essas como sabes eu bebo, mas as que parecem ser a quentinhas. Os descendentes andam aqui a tomar conta do conta, ou a dar cabo da conta do kota deles, enchendo-o de mimos e de tertúlias que não tenho palavras para te descrver já que a subjectividade dos sentimentos ultrapassa toda a capacidade descritiva da descrição que se deve ter.
Agora. mermão, ao som de Paulo Flores, aproveito o sono guerreiro desses meus heróis para te dizer que te estou a ver, aí no início do zulmarinho mal visto por causa dessa coisa cacimbada que se chama cacimbo.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

3 de julho de 2005

Hoje é domingo

Hoje é Domingo. Dia de praia talvez. Dia de reflectir é concerteza.

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca


WebJCP | Abril 2007