Perdido no areal, vou ao sabor do vento, amargamente despenteado, docemente esquecido, entrelaço-me em ideias que sei um dia não cumprirei, como tantas vezes deixei por cumprir porque me faltou a paciência e a coragem, tendo ganho o medo e o rancor.
Perdido no areal deixo-me levantar voo por imagens que imagino são dum ontem que ainda não chegou.
Perdido no areal, ao sabor do vento, deixo-me morrer de amores imperfeitos e objectos inuteis.
Perdido no areal enlouqueci.
Sanzalando
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