15 de abril de 2007

Um dia escreverei a carta

Tavas a ver que hoje eu não te dizia uma palavra? Te enganaste redondamente. Tarde antes que nunca.
Estava a tentar escrever uma carta a ela. Mas fiquei assim como bloqueado de ideias no começar.
Como mesmo começar uma carta de amor? O papel não espelha o brilho dos olhos, mas mostra a mão que treme de emoção. Mas lhe trato mesmo como?
Neste pensar, o passar do tempo não fez intervalo.
Por isso eu te vou ler o que esbocei, esquecendo não ter começado a carta como eu descobri que não sabia começar.
Te amo tanto que nem sei como começar esta carta. Tenho muitos sentimentos desencontrados como palavras cruzadas, desentendo muitas coisas, porem o meu amor por ti não esfria. Não sabes como eu queria que a tua definição de amor fosse que nem igual à minha, de modo a que num escrever fácil tu me ias entender no todo e no completo.
Aqui parei e decidi que ia esperar para amadurecer as palavras que lhe ia escrever depois, vindo aqui caminhar a teu lado como quem vem buscar um ombro amigo onde encostar a cabeça e deixar as ideias se arrumarem sem lhes forçar a sequência.


Sanzalando

2 comentários:

  1. Uma carta de amor é sempre deliciosa para quem a recebe.
    Pensa: "Há alguém que gosta e se preocupa comigo".
    É o amor a falar!
    Abraço
    pena

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  2. «Cartas de Amor quem as não tem» diz a canção...


    TT

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recomeça o futuro sem esquecer o passado