Caminho. Caminhamos neste final de zulmarinho com a serenidade de termos a consciência traquila, leves porque ela não nos pesa, sorridente porque ela nos alegra. Caminhamos, eu na minha voz de certezas e tu na atenção de quem escuta mesmo que não ouças nada.
Caminhamos plenos de certezas que o sonho comanda a vida, descontraídos porque não sabemos onde nos levam os passos, despreocupados porque sabemos que os nossos olhos vêem as armadilhas que o terreno nos possa apresentar.
Caminho. Caminhamos, inseparavelmente eu e tu, mesmo que um dos dois queira seguir sozinho, mas é coisa que desconseguimos porque estamos demasiado ligados desde que nascemos. Marcou-nos a infância, moldamo-nos na adolescencia, choramos e rimos na idade das certezas com a certeza que somos inseparaveis até que a morte nos leva para a cova funda onde não há lugar para sombras. Aí, caminharás sozinha na tua impossibilidade de existir.
Sanzalando
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