Vamos caminhar neste caminhar sem destino directo, sem rotas, sem caderno de viagem. Caminhamos para o futuro, olhando o passado e vivendo o presente, assim num como quem não quer a coisa.
O zulmarinho e a sua maresia nos dão sensação de liberdade, o seu gingantismo nos mostra a nossa pequena existência, a areia, que lhe trava, marca os nossos passos como que a dizer que estamos aqui.
Eu falo-te de coisas de memória, palavras saídas do coração, sem filtros nem marcas que te digam que eu as disse. Falo-tas por falar e porque sei que mesmo que não me ouças tu estás aqui como se as ouvisses.
E a memória trás consigo uma chama de fogachos da vida, sinais da saudade, cumplicidades e outros simbolismos que se notam na marca de qualquer algodão que incendeia os meus passos, cinzas de recordações tristes e alegres. Um caminhar já caminhado.
Pode parecer um inferno olhar os passos já dados, gastos no número de passos que a vida tem, sem saber quantos passos ainda há para dar. Mas aqueles passos têm também a marca nostálgica dos passos dado na adolescência, na incerteza dos passos do futuro, nos caracóis do vazio abismo do futuro.
A memória leva-me, em passadas largas, para lá da linha recta que é curva, semente da minha existência, adubo de mim no hoje que o agora já foi.
Caminhos da memória que nos levam ao precipício do futuro velado da verdade.
Se eu tenho memória é porque eu dou passos em direcção ao futuro e tu me segues seguindo o teu futuro.
Olha, como é domingo, vou parar para beber uma birra loira estupidamente gelada, não para me refrescar a goela, mas só para saciar a sede de amanhã.
O zulmarinho e a sua maresia nos dão sensação de liberdade, o seu gingantismo nos mostra a nossa pequena existência, a areia, que lhe trava, marca os nossos passos como que a dizer que estamos aqui.
Eu falo-te de coisas de memória, palavras saídas do coração, sem filtros nem marcas que te digam que eu as disse. Falo-tas por falar e porque sei que mesmo que não me ouças tu estás aqui como se as ouvisses.
E a memória trás consigo uma chama de fogachos da vida, sinais da saudade, cumplicidades e outros simbolismos que se notam na marca de qualquer algodão que incendeia os meus passos, cinzas de recordações tristes e alegres. Um caminhar já caminhado.
Pode parecer um inferno olhar os passos já dados, gastos no número de passos que a vida tem, sem saber quantos passos ainda há para dar. Mas aqueles passos têm também a marca nostálgica dos passos dado na adolescência, na incerteza dos passos do futuro, nos caracóis do vazio abismo do futuro.
A memória leva-me, em passadas largas, para lá da linha recta que é curva, semente da minha existência, adubo de mim no hoje que o agora já foi.
Caminhos da memória que nos levam ao precipício do futuro velado da verdade.
Se eu tenho memória é porque eu dou passos em direcção ao futuro e tu me segues seguindo o teu futuro.
Olha, como é domingo, vou parar para beber uma birra loira estupidamente gelada, não para me refrescar a goela, mas só para saciar a sede de amanhã.
Sanzalando
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