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A Minha Sanzala: Caminhemos em palavras
recomeça o futuro sem esquecer o passado

20 de abril de 2007

Caminhemos em palavras

Vamos aproveitar este tempo húmido e falar de coisas soltas como são as palavras que nos saiem da boca e que cada um interpreta como lhe apetece.
Na tua grande sabedoria, de anos feita, já sabes que podemos fazer com as palavras o que queremos. Nós somos o limite delas, lhas usamos para pintar, para descrever, para meditar, para insultar e para fazer silêncios. Tudo depende mesmo do nosso sentir.
Eu já te provei que quando se preserva algum sonho, por mais impossível que aparente ser realizado, fica-nos a satisfação de ter feito algo ou tudo, ou ainda um pouco de menos para o conseguir. Minha mãe me disse que, na minha vida, muito provavelmente eu conseguiria realizar muito dos meus sonhos e outros não. Eu sei que ou ela me disse ou pensou dizer-me ou talvez não. Mas ficou a intenção. É isto que é a vida, fazer planos, lutar pelo que queremos. Com empenho mais cedo ou mais tarde as coisas se podem fazer.
O mesmo é a vida das palavras. Tal e qual. Algumas são nuas, outras são cruas e outras ainda resvalam na barreira da surdez selectiva. Umas atingem o seu fim, outras não. Umas são faladas outras são caladas. Toda a palavra depende da intensidade com que é dita ou calada.
Vamos caminhar sobre palavras levadas pelo vento, sonhadas em noites calmas, vividas em momentos românticos.
Caminhemo-las ao som do marulhar deste zulmarinho que nos leva a mensagem até ao início dele.

Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007