11 de abril de 2007

Até a um dia

Vamos continuar a nossa caminhada, falar as coisas que temos que falar, até ao dia que não nos apetecer ou mudarmos de ser o que somos. Até lá eu já sei que te falo e que tu ouves, mesmo que eu te olhe e veja que estás a ver o início do zulmarinho, que estás aqui no físico mas não na alma. Até lá sei que o teu silêncio carrega mil perguntas que eu te terei que responder, mesmo que a afonia me obrigue a te devolver o silêncio.
Mas tu sabes que eu compartilhar todos os meus segredos contigo, sombra amiga que me acompanha, é o modo mais inteligente de eu dissecar, pulverizar, aprender, projectar, desfazer, fazer, construir e criar a minha vida. A tua mente feminina engloba a potência da essência e naturalidade, o conceito, a beleza e a simplicidade complexa de facilitar as ideias feitas na simplicidade dos pensamentos fluentes. As minhas falações, palavras soltas ditas em formas de frases, são muito IN. Te explico: são intensas, incansáveis, indirectas, inacabadas e incorrigíveis.
Desacordas? Pelo teu olhar vejo que não, pelo eu silencio percebo que concordas. Afinal de contas fomos feitos um para o outro e tu só existes porque eu tenho existência. Ilusionamos o futuro, vivemos a verdade dos sonhos centrifugados no recheio da realidade.
Anda, dá mais uns passos para me acompanhar, não fiques esticada ao comprido atrás de mim, trás a tua fragilidade para junto deste diálogo de construção futura.

Sanzalando

1 comentário:

  1. A profundidade literária que vejo e, que é a sua, arrebata, deslumbra.
    Vive numa constante verdade artística trabalhada e concebida para esperar por mais, escutar mais, sentir necessidade de nunca terminar.
    Que belas palavras. São transparentes. Puras, mas algo confusas na sua essência e, que exigem, muita atenção.
    O tema é o Amor. Força.
    Anseio por comentar outras declarações inequívocas, porque são verdadeiras e vivem de sinceridade. Continue sem descanso a sua caminhada!
    Com respeito.
    Um abraço
    Pena.

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recomeça o futuro sem esquecer o passado