Anda comigo neste espaço sem chão, sem tecto e sem paredes, neste lugar desfronteirado, livre de prisões, pressões e outros enclaves encravados na garganta. O zulmarinho nos separa e nos une, nos afasta e nos liga com a sua química e suas endorfinas.
Anda comigo neste caminhar em que é impossível recordar todos os momentos da vida e o segredo está em saber o que devemos esquecer.
Anda e me ouve com toda a atenção mesmo que não te apeteça guardar uma só palavra.
O que seria da nossa vida se recordássemos todos os instantes, todos os comentários, todos os factos que já vivemos? Qual seria a influencia dessas coisas todas no nosso hoje?
Eu sei que sabes que o mais agradável é recordar as coisas boas que vivemos, que vimos, que sentimos. Mas num calhar, são as coisas menos boas as que nos moldaram, as que nos fizeram aquilo que somos hoje. E como podemos esquecê-las? Como vamos fazer mesmo a selecção do que devemos esquecer e lembrar? Eu só sei que nestes passos que dou contigo me vêm à cabeça recordações que me tornam vulnerável e que me esforço, num querer sem par, em esquecer e que afinal de contas eis aqui na flor do pensamento. Recordado sem esforço a memória que queria esquecer. Assim te pergunto, se há que esquecer como escolher e como lhe fazer para ele não estar sempre a vir na superfície dos pensamentos como que a querer respirar ou dizer que está aqui?
Anda comigo neste caminhar em que é impossível recordar todos os momentos da vida e o segredo está em saber o que devemos esquecer.
Anda e me ouve com toda a atenção mesmo que não te apeteça guardar uma só palavra.
O que seria da nossa vida se recordássemos todos os instantes, todos os comentários, todos os factos que já vivemos? Qual seria a influencia dessas coisas todas no nosso hoje?
Eu sei que sabes que o mais agradável é recordar as coisas boas que vivemos, que vimos, que sentimos. Mas num calhar, são as coisas menos boas as que nos moldaram, as que nos fizeram aquilo que somos hoje. E como podemos esquecê-las? Como vamos fazer mesmo a selecção do que devemos esquecer e lembrar? Eu só sei que nestes passos que dou contigo me vêm à cabeça recordações que me tornam vulnerável e que me esforço, num querer sem par, em esquecer e que afinal de contas eis aqui na flor do pensamento. Recordado sem esforço a memória que queria esquecer. Assim te pergunto, se há que esquecer como escolher e como lhe fazer para ele não estar sempre a vir na superfície dos pensamentos como que a querer respirar ou dizer que está aqui?
Sanzalando
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