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A Minha Sanzala: Saudade de Alma
recomeça o futuro sem esquecer o passado

10 de abril de 2007

Saudade de Alma

Quando a alma chora, não há lágrimas para limpar nem ocorrem palavras para explicar o que ocorre. Talvez não se entenda a dor nem se compreenda que só haja sombras num dia de sol. Talvez não se entenda que só haja perguntas sem respostas. Talvez não se entenda que a cabeça se alague em tristezas.
Talvez seja saudade, palavra que parece só existir na língua portuguesa porém acredito que exista o sentimento nas outras também.
Há que dar tempo ao tempo para deixar de ter saudades da saudade.
Há que recorrer da imaginação para se afogar a alma em afagos.
Há que lhe dar o presente de estar presente na vida vivida em cada dia.
Sabes, tanto quanto eu, que quando caminhamos nesta praia de final de zulmarinho estamos a viver o presente de ter imaginação que nos afaga da saudade, nos seca as lágrimas da alma e nos encaminha para os sonhos reais de navegar ao sabor das velas do coração.
Te digo que quando te parece que eu preciso do teu desprezo, de ser esquecido por ti, porque estou intragável, lembra-te que é nesse momento que eu mais preciso de amor porque me chora a alma, a imaginação caminha por pesadelos e o corpo se encontra calado pela força da inércia do repouso.
Mas agora vês, temos uma praia com aspecto de novo, agradável, pensas tu que eu bem te conheço e te vejo nos olhos, airosa e ampla sendo a mesma praia do costume, temos a bandeira dourada que merecemos por causas dos amigos que nos acompanham no silencio das caminhadas.
Com tantas coisas boas que nos rodeiam porque ainda nos chora a alma no seu calado lugar?
Já sei. Falta-nos plantar a árvore e escrever o livro!

Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007