Dou por mim a contar quantas vezes morri por amor. Engraçado que mesmo contando pelos dedos eu volto ao teu nome um número perdível de vezes. Eu já fui apaixonado pela cidade ao entardecer, ao amanhecer e noite escura. Não, eu fui apaixonado nessas horas todas e deambulei pela cidade. Esta é a verdade. Nesta verdade se esconde a vontade de te encontrar mesmo sabendo que estarias na tua cama a dormir. Quantas vezes te recontei. Na cidade alta te gostei, era férias de Agosto e não me dei ao desgosto de gostar de alguém. Eras magra como a que eu tinha deixado na cidade baixa, tal como morena e alta. Mas não tinhas nada a haver. Rias, eras pessoa e mostravas o que sentias. Gostei-te e trocamos palavras doces como quem faz carícias verbais. O teu irmão nos apoiava ou disfarçava outro descontentamento qualquer. Eras a minha constelação de estrelas destas férias de Agosto. Quando voltei à cidade baixa te esqueci e tu me esqueceste. Se não foi assim foi mais ou menos, porque não deixou cicatrizes, pelo menos no lado de cá. Se sofreste nunca me disseste e também nunca ninguém me disse.
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