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A Minha Sanzala: vento
recomeça o futuro sem esquecer o passado

23 de novembro de 2010

vento

Que sei eu do vento? Nada. Eu não sei nada do vento, tirando o facto dele me despentear, me irritar quando me tenta atirar para trás quando quero caminhar para a frente, quando grito e o seu silvar não me deixa ouvi o retorno da minha voz.
Nada sei do vento. Não o vejo. Sinto-o e irritantemente aborrece-me.
Quando sopra do mar, traz-me o perfume da maresia e o calor de lá de longe que me afaga numa carícia que ninguém vê mas sinto.
Que sei eu do vento? Pouco mais que um nada. 
Hoje venta pelos meus lados. Me despenteio, me irrito e não sopra vindo do mar.
Hoje é mesmo só um vento irritante que me apaga as palavras que não me ocorrem ao cérebro.
Afinal de contas, hoje é só um dia irritante que por acaso está com vento.

imagem da internet
Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007