13 de julho de 2006

Hoje te olho na tua ausência

Caminho sereno porem coxeando, sinto o desequilíbrio de não te ter aqui a meu lado. Hoje não vieste me ouveler nas estórias de encatar, engatar, enganar, embalar. Hoje estou coxeando porque hoje a areia de mil cores me parece diferente, mais uniforme nos uniformes dos que aqui se espraiam espalhando ais e uis, ou olhar mortiços em gritos abafados pelo silêncio.
Hoje o zulmarinho não me manda o seu perfume de marzia nem me conta os seus segredos no marulhar das ondas.
Hoje limito-me, na solidão, a ver os filmes das horas que passámos juntos, os sons que ouvimos, as fotos que o nosso olhar captou.
Hoje te olho na tua ausência e sinto-me com saudades de ti.

Sanzalando

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