Caminho neste final de zulmarinho como quem caminha a vida num vagar de ter tempo de acabar tudo o que vai pela metade. Reparto prendas e elogios em forma de palavras, uma ou outra frase, um ou outro sorriso poético. Reparto-me da intimidade para o exterior na transparência de uma roupagem chamada vida, de um sonho à realidade que mesmo que ainda não acontecida não deixará de a ser.
Falo-te sobre e quando me apetece, sabendo que as minhas palavras, levadas pelas mesmas ondas que me trazem os seus recados, uma dia vão chegar nela, com a ternura com que as disse, com a doçura com que as falei e com as lágrimas que verti mesmo que não tenham sido notadas.
Eu não sei se ela se importa com todas as frases bonitas que lhe disse, com todos os silêncios trocados por olhares, com todas as emoções sentidas e compartilhadas. O importante mesmo foi o que eu disse, as palavras que te falei e que eram para ela. Não interessa para mim se lhe tocaram o coração, se lhe arrepiaram quando as ouviu, se verteu uma ou outra lágrima. Importante mesmo foi eu ter dito. Importante mesmo foi tu, sombra, teres ouvido porque é sinal que foste a minha testemunha, cúmplice de um amor maior.
Caminho te falando e lhe olhando desde aqui, para lá da linha recta que é curva, num sentir que é meu, egoisticamente meu.
Tu sabes que as minhas palavras não fazem milagres mas podem criar confusões se são ouvidas nas gotas de uma tempestade, porém são as minhas palavras ditas, com a minha voz, num final de zulmarinho, num canto da minha existência transparecido de ficção.
Falo-te, sombra, sabendo que tu me ouves, sabendo que as kiandas me ouvem, sabendo que as ondas do mar lhe levam, palavra por palavra todas as palavras que eu disse, todos os silêncios que calei.
Falo-te por gosto de te dizer como está a minha alma, como corre o amor por dentro do meu corpo, porque gosto de te dizer que ainda vou na metade de uma metade qualquer.
Falo-te sobre e quando me apetece, sabendo que as minhas palavras, levadas pelas mesmas ondas que me trazem os seus recados, uma dia vão chegar nela, com a ternura com que as disse, com a doçura com que as falei e com as lágrimas que verti mesmo que não tenham sido notadas.
Eu não sei se ela se importa com todas as frases bonitas que lhe disse, com todos os silêncios trocados por olhares, com todas as emoções sentidas e compartilhadas. O importante mesmo foi o que eu disse, as palavras que te falei e que eram para ela. Não interessa para mim se lhe tocaram o coração, se lhe arrepiaram quando as ouviu, se verteu uma ou outra lágrima. Importante mesmo foi eu ter dito. Importante mesmo foi tu, sombra, teres ouvido porque é sinal que foste a minha testemunha, cúmplice de um amor maior.
Caminho te falando e lhe olhando desde aqui, para lá da linha recta que é curva, num sentir que é meu, egoisticamente meu.
Tu sabes que as minhas palavras não fazem milagres mas podem criar confusões se são ouvidas nas gotas de uma tempestade, porém são as minhas palavras ditas, com a minha voz, num final de zulmarinho, num canto da minha existência transparecido de ficção.
Falo-te, sombra, sabendo que tu me ouves, sabendo que as kiandas me ouvem, sabendo que as ondas do mar lhe levam, palavra por palavra todas as palavras que eu disse, todos os silêncios que calei.
Falo-te por gosto de te dizer como está a minha alma, como corre o amor por dentro do meu corpo, porque gosto de te dizer que ainda vou na metade de uma metade qualquer.
Sanzalando
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