Vamos só andando por aí. Divagando palavras, vagabundeando ideias, calcorreando súbitos silêncios. Eu sei que tenho montanhas de coisas para dizer, cumprimentar amigos, agradecer elogios, responder aqui e ali, mas de facto apetece-me só calcorrear os caminhos da fala. Me ganhou o tempo à vontade. Apetece-me perder tempo, descansar porque a minha mente não dá para mais. Já vais pensar que a ansiedade ganhou-me o corpo, me tornou seu inimigo e conquistou minha mente como seu castelo. Mas te enganaste do todo num completo. Não é a ansiedade nem o cansaço que me fazem querer perder tempo. Atentando contra mim, hoje me apetece mesmo não olhar para trás, não ver as palavras que disse, os silêncios mortos caídos pelos caminhos já percorridos.
Olha, te digo mais, se tivesse um nogado me sentava aqui na areia das mil cores e me punha a olhar para o azul do zulmarinho e ficava a ver os nadas que povoam a minha carola.
Eu sei que tu me farias companhia na mesma.
Olha, te digo mais, se tivesse um nogado me sentava aqui na areia das mil cores e me punha a olhar para o azul do zulmarinho e ficava a ver os nadas que povoam a minha carola.
Eu sei que tu me farias companhia na mesma.
Sanzalando
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